terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Um espantoso planeta


O extraordinário está aqui e a ciência “normal” pode nos revelar maravilhas sem precisar se acender incenso de patchouli – mesmo que o cheiro seja delicioso e bom para relaxar!

Lendo um artigo do biólogo norte-americano Edward Wilson, publicado no site da revista National Geographic, me deparei com a indicação de um site mui interessante, que nos dá uma ideia sobre importância, quantidade e diversidade de seres vivos com os quais habitamos nesse pequeno – mas tão espantoso! – planeta Terra. Trata-se de um enciclopédia on-line, a “Enciclopédia da Vida” – Acceso global al conocimiento sobre la vida en la Tierra”. Dá para acessar em espanhol:

http://eol.org/

ETs, chupa-cabras, intraterrenos?? Nada disso é “páreo” para a diversidade e complexidade estonteantes de criaturas que vivem AQUI MESMO na Terra, seja no solo, subsolo, nas águas e outros meios. A grande maioria deles são pouco visíveis e até invisíveis ao olho humano natural – além daqueles completamente inacessíveis, porque vivem em ambiente extremos, como nas fossas oceânicas abissais, sem nenhuma luz solar, tirando sua energia de emissões vulcânicas.

Costumamos saber pouco ou quase nada sobre esse companheiros de Planeta – em se falando só das espécie catalogadas, que são a menor parcela, pelo o que estimam os estudiosos. Por algum impulso pelo extraordinário intangível, deixamos de lado o que é extraordinário mas tangível, e que está “na nossa frente” disponível a todos através dos registros de pesquisadores da natureza, biólogos, zoólogos, paleontólogos etc.

Muitas vezes acabamos por dar mais importâncias a supostos fantasmas, espíritos e “seres de outros planetas” do que essa miríade de criaturas fantásticas, que, de algum modo, contam também a nossa própria história enquanto seres vivos desse “pequeno vasto mundo”.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Vendo ufos

Lendo um artigo, "Justiça do Olhômetro", enviado pelo colega Cesar Goes, de autoria do sociólogo José de Souza Martins*, sobre graves falhas no sistema judiciário brasileiro, que levam a condenação de pessoas inocentes, que chegam a passar 19 anos na prisão sem que tenham cometido delito algum (como é o caso narrado do mecânico Marcos Mariano da Silva). Pois lendo sobre tal assunto “nada a ver” com ufologia, me deparei com a seguinte passagem a respeito da observação de fotos:

“A fotografia é polissêmica [tem muitos significados], não contém uma verdade em si, depende da situação, das motivações e das referências culturais de quem a vê. A imagem não está lá, na foto: está nas orientações de quem a olha. De certo modo, quem vê a fotografia vê o que quer e pode ver.”

Para entender essa passagem um pouco melhor, colocando-a no contexto, segue o parágrafo inteiro de onde ela foi extraída:

“O caso de Fabiano Russi, identificado [equivocadamente] por meio de uma fotografia tirada [pela polícia] anos antes [e que acabou o levando injustamente à prisão], é bem indicativo de quanto o uso da imagem está entre nós atrasado e se alinha com esse pressuposto equivocado. A fotografia é polissêmica, não contém uma verdade em si, depende da situação, das motivações e das referências culturais de quem a vê. A imagem não está lá, na foto: está nas orientações de quem a olha. De certo modo, quem vê a fotografia vê o que quer e pode ver. Do mesmo modo, quem vê o agressor o vê sob as deformações da desatenção do medo. Dificilmente terá condições de reconhecer alguém numa fotografia com a objetividade que pede um ato que pode redundar em injusta privação da liberdade de outrem.”

A passagem acima me remeteu ao comum (e às vezes constrangedor) deslumbramento de muitas pessoas com luzes, sombras entre outras formas tidas como óvnis ou “seres” ou “mensagens” em certas fotografias. Acredito que tais avaliações (deslumbradas) têm tudo a ver com as “orientações [íntimas] de quem a olha”, como diz no artigo de Martins. Quando a gente “quer acreditar”, qualquer vaga-lume passando a 3 metros da lente da máquina fotográfica se transforma em uma “Nave de Luz Dourada” sob o comando de Asthar Sharan...

Por isso, concluo, para ufologistas e ufólogos é tão importante o constante “auto-policiamento”, a autocrítica, o distanciamento e a frieza na análise, o olhar não viciado pela crença. Antes de partir para explicações extraordinárias, é preciso esgotar-se as hipóteses de se estar diante de um acontecimento comum, ordinário, perfeita e materialmente compreensível. A “empolgação”, que transforma um fenômeno ótico tecnicamente explicável em uma “manifestação do além-físico” alimenta o descrédito da ufologia, que fica mergulhada num campo nebuloso, onde as subjetividades, os desejos, a divagação de cunho transcendental, religiosa sobrepõem-se a busca e análise racionais de possíveis indícios e manifestações de seres inteligentes para além da Terra.

Bem, há gente que sempre fez da ufologia uma nova religião, como alertou muitas vezes, em muitas obras, o saudoso astrofísico Carl Sagan. E talvez não haja mesmo saída: a ufologia é uma vertente do movimento místico contemporâneo e das narrações que configuram um novo folclore da era espacial.


*José de Souza Martins é sociólogo e Professor Emérito da Faculdade de Filosofia da USP. Dentre outros livros, autor de A Política do Brasil Lúmpen e Místico (Contexto, 2011) e Uma Arqueologia da Memória Social - Autobiografia de um moleque de fábrica, (Ateliê Editorial), 2011.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Órgãos federais ligados a astronomia, astrofísica etc.


Pessoal,

Passo a vocês alguns sites que achei interessante por dois aspectos: têm uma ligação direta com astronomia e astrofísica – algo fundamental para quem se interessa por fenômenos anômalos, caso em que podem encaixar os óvnis – e, segundo aspecto, são órgão do governo brasileileiro, ou seja, públicos e, portanto, de “propriedade de todos nós”, que colaboramos com os impostos e taxas para a manutenção dessas estruturas estatais.

Destaco entre os sites o Canal da Ciência, um portal de divulgação científica e tecnológica, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). A partir desse portal, pelos links e outras referências, se chaga a dezenas de outras instituições e iniciativas na área das ciências e tecnologia.

Nem mencionei o INPE, porque esse é de maior conhecimento. Os abaixo listados talvez algumas pessoas ainda não tenham acessado.


*Canal da Ciência

http://www.canalciencia.ibict.br/


*Museu de Astronomia e Ciências Afins – MAST (Rio de Janeiro)

http://www.mast.br/nav_h01.htm

O Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) é espaço de múltiplas atividades: instituição pública federal criada em 1985, no Rio de Janeiro, trabalha com a história científica e tecnológica do Brasil, ao mesmo tempo em que promove e estuda a divulgação e a educação em ciências.


*Observatório Nacional (Rio de Janeiro)

http://www.on.br

Realizar pesquisa e desenvolvimento em Astronomia, Geofísica e Metrologia em Tempo e Frequência, formar pesquisadores em seus cursos de pós-graduação, capacitar profissionais, coordenar projetos e atividades nestas áreas e gerar, manter e disseminar a Hora Legal Brasileira. 183 anos.


*Laboratório Nacional de Astrofísica - LNA (Minas Gerais)

http://www.lna.br

O Laboratório Nacional de Astrofísica - LNA é uma das unidades de pesquisa integrantes da estrutura do Ministério da Ciência e Tecnologia - MCT. Ele foi o primeiro Laboratório Nacional implementado no Brasil em 1985 e, desde então, seu modelo tem sido aperfeiçoado. A sede do LNA está localizada na cidade de Itajubá, no sul do estado de Minas Gerais, onde se encontra instalada sua administração central.

Abraços!

Iuri

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Puyehue e suas emanações pelos céus de Santa Cruz


Os céus de Santa Cruz são profícuos em fenômenos. Dessa vez, especialmente nesta semana, mais precisamente no dia 18/10, uma massa difusa e cinzenta filtrava a luz do sol, estabelecendo um luso-fusco, um nublado muito incomum, não provocado por nuvens de vapor, mas por um outro acontecimento – bem mais extraordinário.

Obviamente, todos já sabem agora, se trava das emanações do vulcão Puyehue, no Chile. As cinzas viajaram milhares de quilômetros e se concentraram durante um período aqui no sul do Brasil, prejudicando o deslocamento de aeronaves – com dezenas de cancelamentos de vôos, inclusive – e até ameaçando a saúde das pessoas pela respiração e contato com a pele dos resíduos desse subproduto da erupção vulcânica.

Um fato realmente incomum. Nunca havia sabido de cinzas de vulcão pairando aqui pela região. Muito menos lembro de ter observado um acontecimento assim. Fiquei contente em presenciálo, em vê-lo com os meus próprios olhos.

O fato faz pensar na própria Terra, suas entranhas e o poder dos fenômenos naturais, o magma, o núcleo profundo do Planeta e suas absurdas temperaturas, as placas tectônicas e, assim, o constante andar do solo sob nossos pés – mesmo que pareça tudo muito firme... Enfim, eis aí, nas cinzas do vulcão, uma oportunidade para ir além dos conhecimentos superficiais. (Nossas especialidades são tantas, que exitem “vulcanólogos”...)

Mais abaixo, parte da notícia publicada no portal Gaz aqui de Santa Cruz. No link, imagens de como estava a cidade.

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Fotos da cidade sob as cinzas do Puyehue:

http://www.gaz.com.br/galerias/1842-cinzas_vulcanicas_em_santa_cruz.html


18/10/2011 - 19h07

Cinzas vulcânicas mudam paisagem de Santa Cruz

Santa Cruz do Sul registrou ao longo desta terça-feira, 18, uma nevoa de cinzas do vulcão chileno Puyehue, em ativadade desde junho. No final da tarde, o sol ficou encoberto pela pluma.

De acordo com a MetSul Meteorologia, a maior concentração de cinzas, que estava no começo da tarde em Porto Alegre, se deslocou de leste para oeste e alcançou o Vale do Rio Pardo. O resultado foi a perda parcial da visibilidade na região. A previsão é que nesta quarta ainda haja ocorrência de cinzas, mas de forma mais dispersa.

As cinzas foram trazidas para o Vale pelo vento leste, que sopra do mar para o continente. A maior concentração está sobre o Oceano Atlântico. A tendência é que a parte mais densa das nuvens continue sobre o mar mais ao norte e chegue em Santa Catarina e Paraná. As cinzas podem atingir também São Paulo e Rio de Janeiro.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Semana Mundial do Espaço – uma celebração internacional criada pela ONU


Hoje começa a Semana Mundial do Espaço – uma celebração internacional criada pela ONU. A data de início, 4 de outubro, se refere ao lançamento do primeiro satélite construído pelos humanos, o Sputnick 1. Neste ano, o tema da Semana Mundial é "50 anos de voos espaciais tripulados", “homenagem ao primeiro voo espacial humano em 12 de abril de 1961, quando o cosmonauta Yuri Gagarin completou uma órbita ao redor da Terra a bordo da nave Vostok 1.” Ou seja, são duas referências à tecnologia desenvolvida pelos russos ainda na época da “corrida espacial” iniciada nos anos de 1950.

No dia 8, sábado, haverá “A Noite Internacional de Observação da Lua.”

Como os ufólogos e ufologistas são por definição observadores dos céus do Planeta, poderia ser uma oportunidade de engajamento. A Semana Mundial do Espaço é encarada como um reconhecimento à “contribuição da ciência e da tecnologia espacial para a melhoria das condições de vida das populações” da Terra.

Mais detalhes, no informe abaixo.

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JC e-mail 4355, de 30 de Setembro de 2011.

Semana Mundial do Espaço começa

De 4 a 10 de outubro acontece o maior evento internacional dedicado ao espaço, com comemorações em mais de 50 nações.

Oficialmente estabelecida pelas Nações Unidas em 1999 como uma celebração internacional de contribuição da ciência e da tecnologia espacial para a melhoria das condições de vida das populações, a Semana Mundial do Espaço é assinalada pela comemoração de dois eventos marcantes da era espacial: o lançamento do primeiro satélite artificial, Sputnik 1, abrindo o caminho para a exploração espacial, em 4 de Outubro 1957; e a assinatura do Tratado sobre os princípios que governam as atividades dos Estados na Exploração e uso do Espaço, incluindo a Lua e os outros corpos celestes em 10 de Outubro 1967.

O tema da Semana Mundial do Espaço em 2011 é "50 anos de voos espaciais tripulados". Uma homenagem ao primeiro voo espacial humano que ocorreu no dia 12 de abril de 1961, quando o cosmonauta Yuri Gagarin completou uma órbita ao redor da Terra a bordo da nave Vostok 1, lançada pelo programa espacial soviético e desenhada pelo cientista Sergey Korolev.

Na semana, astrônomos amadores e profissionais, professores e alunos, as instituições de pesquisa e ensino, as associações, os grupos e clubes de astronomia, os planetários e todos os entusiastas da ciência são conclamados a organizarem eventos relacionados ao espaço. As atividades são variadas, como sessão pública de observação com telescópio, concursos de desenho ou redação, distribuição de panfletos temáticos, palestras, lançamento de foguetes, exposição fotográfica com imagens espaciais, sessão especial em planetários, entre outras. A Noite Internacional de Observação da Lua acontecerá no dia 8 de outubro.

Confira mais informações e os eventos registrados no site: www.worldspaceweek.org.

(Coordenação Nacional da Semana Mundial do Espaço - Brasil)

Outro mistério nos céus de Santa Cruz...


Subject: Outro mistério nos céus de Santa Cruz - sons intrigam pessoas nos últimos dias
Date: Thu, 29 Sep 2011 11:21:41 -0300
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Pessoal,

Nos últimos dois ou três dias várias pessoas aqui em Santa Cruz têm relatado a audição de “sons estranhos vindos do céu”, como se fosse “algum tipo de avião andando em círculos sobre a cidade”. Além de hipóteses sobre possíveis operações militares com aeronaves, não faltou a alusão a possíveis discos voadores...

Mas ao que tudo indica, estamos é diante de um fenômeno atmosférico natural, embora peculiar. Uma combinação de densidade, composição, temperatura e umidade do ar, entre outros elementos, estão favorecendo a propagação dos sons vindos do alto e de maiores distâncias. Assim, aquilo que normalmente não se ouve – aeronaves que cruzam nossos céus à noite toda – foram notadas: jatos comerciais maiores, jatos menores, turboélices etc. Além de caminhões e outros veículos com motores que emitem frequências sonoras de grande alcance.

As aeronaves não estavam em círculo. A quantidade de aeronaves “audíveis” e o longo período que se podia “escutá-las” levava a esta sensação de um sobrevoo mais prolongado.

Outro fator que também pode ter colaborado para a propagação e amplificação sonora das aeronaves é uma menor altitude dos voos, devido a condições atmosféricas peculiares. A maior aproximação dos aviões do solo elevou consequentemente o ruído para quem estava em terra.

Ou seja, elementos de composição da atmosfera estão propiciando a elevação do nível de propagação sonora das aeronaves, chamando a atenção das pessoas pela maior “audibilidade”.

Mais um caso em que não há necessidade de explicações “esotéricas”. É a minha opinião.

Até mais!

Iuri

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Pessoal,

Na semana passada, houve a polêmica do estranho tráfego de aeronaves sobre Santa Cruz. Levantei a tese da propagação dos sons, ampliada por condições atmosféricas. Mas, como o Rafa já havia levantado - e depois confirmado -, se tratava de uma operação militar, não exatamente a que transcorria na fronteira (com aeronaves não-tripuladas, entre outras), mas a chamada “Operação Revo 2011”, como noticiado pela imprensa – um treinamento realizada no Estado pela Força Aérea Brasileira (FAB), que se encerrou no dia 30/09/11.

Ou seja, as condições atmosféricas ajudaram, mas o principal “elemento” dos acontecimentos era a operação da FAB em curso na semana passada. Eu mesmo pude confirmar isso na noite de 29/09. Observamos, das 19h, até passado das 11h30min, a passagem de aeronaves num espaçamento de torno de 10 a 15 minutos, se deslocando no mesmo sentido, sobrevoando na direção leste para oeste (não poderia precisar isso).

Até!

Iuri

IMAGEM: Reabastecimento de aviões similar ao que estava acontecendo na Operação Revo 2011 (foto de divulgação)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Seres do espaço...


Na leva de revistas “Pesquisa Fapesp”, que peguei semanas atrás, achei outra reportagem que tem tudo a ver com o tema “Ufologia”. O título é instigante: “Seres do espaço”. Claro que a matéria não trata de nenhum homenzinho verde ou algum loiro com roupa prateado ou lesma malévola ao estilo de HG Wells e outros ficionistas. A abordagem se refere a bactérias com super-resistências, podendo sobreviver em ambientes dos mais inóspitos e sob as radiações mais mortais aos seres orgânicos. Esse novo campo do saber, envolvendo o estudo sobre a vida e suas possibilidades além do planeta Terra, surgido por 1998, é denominado Astrobiologia, e reúne diversos ramos acadêmicos, caso da Química, Física, Biologia, Astronomia e até Antropologia e Filosofia.

O link da matéria: http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=4249&bd=1&pg=1&lg=

Penso que há muitos diálogos a serem estabelecidos entre a Astrobiologia e a Ufologia. Se ufólogos se mantiverem como caçadores de mulas sem-cabeça espaciais e os astrobiólogos empinarem o nariz e virarem a cara para tantos relatos de avistamentos e contatos, nada feito! Mas se a postura for de racionalidade e livre argumentação de todos os lados, acredito que as chances são grandes de surgirem trabalhos e ideias conjuntas instigantes.

Na matéria, fala-se no Laboratório de Astrobiologia, vinculado a Universidade de São Paulo. Conferi o site do “AstroLab” e colei abaixo parte do histórico que está lá publicado, além do link para quem quiser conferir mais detalhes.

Também achei muito interessante o site do Centro de Astrobiología, do Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial (INTA) da Espanha (http://cab.inta-csic.es). Os caras são vinculados à Nasa, que, por sua vez, também tem um organismo específico dentro da agência, o Astrobiology Institute.


***Não seria interessante se pensar em montar um “Comitê de Astrobiologia” em universidades, instigados por ufólogos? É um meio de pegar esse pessoal da Física, Biologia, Química etc. e discutir “a vida no cosmos” sem necessariamente misturar isso com as linhas da ufologia mais esotérica, que entra por caminhos em franco choque com a ciência acadêmica. Poderia-se também pensar num evento do tipo “Vida no Cosmos: Diálogos entre Astrobiologia e Ufologia – convergências e divergências”.

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Laboratório de Astrobiologia do IAG-USP

http://www.astrobiobrasil.org


Histórico

Escrito por Fabio Rodrigues em dezembro 2010

O Laboratório de Astrobiologia, chamado por nós apenas de AstroLab, surgiu da união de pesquisadores de diferentes áreas, interessados na pesquisa e no ensino de Astrobiologia.

O grupo começou a interagir, ainda informalmente, no ano de 2006, com a realização do I Workshop Brasileiro de Astrobiologia, que uniu pesquisadores de diversos Estados brasileiros e com formações bastante diversificadas.

No ano de 2009 o grupo, com pesquisas e colaborações já consolidadas, ganhou um espaço físico, oferecido pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e de Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP). O Local escolhido foi o Observatório Abrahão de Moraes, pertencente ao IAG, e localizado entre as cidades de Valinhos e Vinhedo, nas proximidades de São Paulo e Campinas.

Com projetos de pesquisa já aprovados por agências de fomento à pesquisa, o laboratório começou a se equipar e, em 2010, já possui grande parte da infra-estrutura disponível para pesquisa, mas estamos sempre na procura por aperfeiçoar tanto o espaço físico quanto os equipamentos, possibilitando uma pesquisa científica de qualidade. O trabalho do AstroLab está centrado em três vertentes: microbiologia de ambientes extremos, simulação de ambientes extraterrestres e modelagem teórica.

#Acima, imagem da Nasa (divulgação) - em busca de elementos de vida no cosmos

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Objeto espacial em rota de colisão com a terra - "do tamanho de um ônibus"

Não é brincadeira e nem anúncio apocalíptico. Um objeto voador (identificado!) está em rota de colisão com a Terra. As probabilidades de que cause alguma desgraça maior são bem poucas, felizmente. Mas o fato atesta que o “lixo espacial” está num limite crítico, que pode nos trazer grandes problemas – inclusive para serviços básicos de comunicação e rastreamentos aqui na Terra.

Considere-se também a possibilidade de confundir esses milhares de objetos - pairando no espaço ou entrando na atmosfera terrestre - como ovnis... Não o são, mas talvez devêssemos prestar mais atenção "neles", já que são uma questão que pode nos atingir concretamente a qualquer instante, e evitarmos um pouco mais de nos perdermos em especulações interessantes, mas, muitas delas, evidentemente fantasiosas e que nos aliena dos nossos verdadeiros problemas no Planeta.

Segue a notícia clipada da Folha de São Paulo no boletim Jornal da Ciência (SBPC):


JC e-mail 4346, de 19 de Setembro de 2011.

Queda de satélite aumenta tensão com lixo no espaço

Objeto tem o tamanho de um ônibus e deve cair na Terra nesta semana. Nasa diz que o risco para as pessoas é mínimo; relatório diz que detritos espaciais atingiram "ponto crítico".

Um satélite desativado do tamanho de um ônibus irá cair em algum lugar da Terra nesta semana, provavelmente entre a quinta e a sexta-feira. A informação é da Nasa, que afirma, porém, que as chances de que alguém seja atingido são mínimas - cerca de 1 em 3.200.

Lançado pela agência espacial americana em 1991, o Uars funcionou até 2005, observando a atmosfera. Desde então, ele é apenas um entre vários satélites defuntos e outros objetos que sujam a órbita do planeta. De acordo com a Nasa, há "pelo menos" 20 mil fragmentos com mais de 10 cm nos arredores terrestres.

Nesse "lixão" espacial tem de tudo. Desde satélites inteiros desativados, até peças de foguetes e naves. Também entram na conta câmeras fotográficas e até uma luva "perdidas" por astronautas.

No início do mês, um relatório do Conselho de Pesquisa Nacional dos EUA - entidade privada e sem fins lucrativos que fornece consultoria científica- afirmou que os detritos espaciais chegaram a um "ponto crítico". Em junho, o lixo espacial forçou a evacuação da ISS (Estação Espacial Internacional). Os astronautas tiveram que se refugiar na nave Soyuz porque um pedaço de satélite passaria muito próximo. Felizmente, o objeto se desviou e a tripulação pode retornar logo depois.

O bilionário laboratório flutuante, aliás, já foi projetado para resistir ao impacto de pequenos objetos. Um de grandes proporções, porém, seria desastroso. Por isso, a nave conta com um sistema que permite desviá-la da rota do lixo desgovernado. Para que isso aconteça, porém, é preciso que o objeto seja detectado com antecedência. Com a quantidade crescente de dejetos, monitorar isso tudo é cada vez mais caro e complicado.

Riscos - Embora sempre exista a possibilidade de cair na cabeça de alguém, o maior risco mesmo, diz a Nasa, é o de que o lixo se choque com satélites ou naves, prejudicando e muito a nossa vida. Vagando no espaço, até um fragmento mínimo pode provocar um grande estrago ao colidir com uma nave ou um satélite. Com isso serviços como GPS e transmissões de tevê e internet seriam gravemente prejudicados.

Solução - Apesar de desejável, ainda não é possível fazer uma faxina espacial. Não existe tecnologia para remover todos os fragmentos, especialmente os menores, da órbita terrestre. Os cientistas, porém, continuam tentando. Entre as alternativas apresentadas, há desde a criação de um sistema de redes gigante, que conseguiria capturar a sujeira, além de sistemas de raios laser que desviariam o lixo de sua rota.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

E se “eles” viessem através de um cogumelo, e não em discos voadores?


A mensagem extraterrestre pela chave enteógena

Em dezembro do ano passado postei em meu outro blog o seguinte comentário:

No conto Entrevista com um alienígena, o escritor Alexandre Raposo nos apresenta uma hipótese das mais interessantes. Começa por uma citação do pesquisador norte-americano Terence McKenna:

“Apsilocina, substância em que a psilcibina se transforma assim que entra em nosso metabolismo, é 4-hidroxidimetiltriptamina. Trata-se do único indol com quatro substituições em toda a natureza orgânica. Pensem um pouco nisso. É o único indol que se conhece na Terra com quatro substituições. Acontece que a psilocibina é a substância alucinógena que ocorre em cerca de oitenta espécies de cogumelos, a maioria das quais é nativa do Novo Mundo. A psilocibina tem uma característica única que nos diz: ‘sou artificial; vim do espaço.’ Sugeri que se tratava de um gene – um gene artificial – transmitido talvez por um vírus espacial ou algo que foi trazido artificialmente para este planeta, e que esse vírus insinuou-se na constituição genética desses cogumelos.”

Um camponês latino-americano de origem indígena – ou uma sua imagem e semelhança – está conversando com o protagonista, um arqueólogo acampado em meio a alguma escavação de estudo. Esse “ser” tenta explicar quem ele é, de onde veio, como veio, como está ali; o que ele vai dizendo contraria toda a visão “clássica” sobre ETs, discos-voadores e quejandos.

A “projeção” do camponês diz ao arqueólogo: “Não sou um ser vivo. Não sou um indivíduo. Mas também não sou um deus, nem uma máquina e nem um daqueles extraterrestres invasores de corpos que povoam a imaginação dos seres humanos de hoje em dia.”

Na verdade, o processo começa com um vírus vindo – melhor dizendo, enviado – do longínquo espaço sideral, que chega a Terra – como uma sonda do tipo Viking, mas não com instrumentais eletromecânicos, e sim “biocatalizadores” – com a missão e capacidade de “alterar uma forma de vida primária de base carbono, de modo a fazê-la produzir certas substâncias as quais, assimiladas pelo cérebro de uma criatura superior [um humano, por exemplo], a tornaria capaz de decodificar a informação que queríamos transmitir”.

O “camponês” continua: “Era a única maneira de preservar a imensa experiência cultural da civilização que represento”, desencadeando uma “reencarnação das memórias e, principalmente, das idéias de bilhões e bilhões de indivíduos geniais”. “No momento em que estou ativo em seu cérebro, é como se todos aqueles a quem represento voltassem à vida, para compartilhar conhecimentos, idéias, memórias e sensações muito antigas.”

Assim, a mensagem de civilizações extraterrestres é revelada por uma “chave psicoquímica”, presente em enteógenos – agentes de mutação da consciência ordinária por seu efeito nas funções cerebrais –, como certos cogumelos, entre outras espécies de fungos e vegetais terráqueos.

Ocorre que, costumeiramente, somos induzidos a conceber supostos seres e objetos extraterrestres de uma maneira bastante padronizada, “materializada”. Tanto as publicações especializadas em ufologia, como as ficções literária e cinematográfica – que parecem se retroalimentar (às vezes viciosamente) – constroem um “senso comum” limitado sobre ETs e suas formas de tecnologia de deslocamento e contato com os seres humanos, obliterando outras alternativas.

De outro lado, outra série de preconceitos afugenta-nos de considerar positivamente determinados meios investigativos – mesmo que milenares, presentes em tradições de inúmeros povos e de uso por outros animais além do mamífero humano (há relatos de javalis, que ingerem raízes de forte efeito psicoativo, se refestelando em seu “transe”). Esse “temor” é bem o caso das experimentações proporcionadas pelo tradicional xamanismo ou sua vertente mais contemporânea – e menos ligada a religiosidades instituídas –, a Psiconáutica.

Podemos ir além de vigílias e visões fortuitas de sinais anômalos no céu. O contato também pode estar numa dimensão onde é preciso abrir “as portas da percepção” (Huxley, parafraseando Blake) e adentrar em um espaço inusitado, insuspeito e, quiça, cheio de possibilidades de aprendizados. Mas, como em toda a vivência com sérios propósitos científicos, não se deve esquecer do devido cuidado e preparação, para não “escorregar” em ilusões e usos negativos e deletérios.

O conto Entrevista com um alienígena está na antologia Éden 4 e outras Histórias Fantásticas, publica em 2001 pela editora Record. Raposo possui outras obras, caso da ficção histórica interessantíssima Inca; ele também é tradutor das edições recentes da quadrilogia best-seller Asteca.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Sagan entre demônios e ETs: para dar luz ao obscurantismo que faz da ufologia uma igreja bizarra


Estou lendo com grande interesse o livro “O Mundo Assombrado pelos Demônios: a ciência vista como uma vela no escuro”, do “nosso amigo” de infância e adolescência, Carl “Cosmos” Sagan.

E a obra tem tudo a ver com Ufologia. Mas, tenho quase certeza, não do modo que a esmagadora maioria dos que se declaram ufólogos gostaria de ver retratado. Sagan vai desmascarando as abordagens que ele chama de pseudocientíficas, supersticiosos e obscurantistas – que são uma negação daquilo que os humanos construíram com tanto empenho e que produziu inúmeros avanços à civilização: a ciência, o seu método científico, sempre em desenvolvimento, mas baseando no misto da vontade de saber e na precaução contra aquilo que não se pode provar cabalmente. Ou seja, contra a credulidade cega, a fé sem auto-crítica, as paixões que toldam nossa mente, nosso olhar, nossas conclusões.

Há capítulos específicos tratando da ufologia (ou ufolatria, como diz o Rafa) – um deles com o título “Alienígenas” – e praticamente todos as personalidade e histórias clássicas, como as de Roswell, de George Adamski e do casal Betty e Barney Hill, são tratados – com muito respeito, diga-se, mas levantando muitas dúvidas sobre a veracidade dos relatos e a grande possibilidade de auto-ilusão, inclusive de forma compartilhada. De fato, NÃO HÁ elemento algum que comprove o que não passa de hipóteses extremamente frágeis. Alguns elemento, são risíveis, até, e apostam e dependem da total boa-fé de quem “quer acreditar” por uma compulsão ao miraculoso.

Recomendo a toda pessoa seriamente interessada em ufologia que leia esta obra do Sagan. Mesmo que para alguns revolte a criticidade de Sagan às abordagens insensatas de certos ufólogos e de gente que explora de uma maneira cafajeste o tema, acho que é preciso enfrentar o questionamento, a crítica. Mas não esqueçamos de que tais questionamentos e críticas partem de um dos cientistas mais populares do planeta, e que colaborou para tornar a pesquisa sobre vida e inteligência extraterrestres algo sério e aceito dentro dos institutos e academias cientificamente respeitáveis, não fazendo da ufologia apenas artigo de ficção, de folclore, culto religioso e, pior, piada.

Sagan, ainda no começo de sua carreira, escreveu obras como “Intelligent Life in the Universe” (1966) e “Communication with Extraterrestrial Intelligence” (1973). Ou seja, não é alguém “anti-ufologia”. Eu, na verdade, o considero um cara fundamental para “regenerar”, dar seriedade, retirar do campo místico os estudos reunidos em torno da designação “ufologia”. Caso contrário, vai continuar o descrédito, a zombaria e a justa pecha de que os ufólogos na passam de bizarros crentões em busca de novos deuses, ou seja, de uma “nova igreja” – jamais de uma ciência verdadeira ou, ao meno, um estudo sério, que acrescente conhecimentos reais, que expandam nossos horizontes.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Blecaute no Canadá em 1989 - causas extraterrestres


Em 1989, parte do Canadá ficou às escuras “misteriosamente”, num apagão fenomenal. Várias “teorias” poderiam ser aventadas, entre elas, é claro... a influência de Óvnis e ETs... semelhante ao que aconteceria em tempos idos, quando terremotos eram explicados pela presença de demônios ou por força do descontentamentos de divindades.

Mas, no caso, a causa do blecaute no Canadá era, mesmo, vinda do espaço, de uma estrela, o Sol.

Periódicas explosões solares ejetam materiais, produzindo, neste deslocamento, poderosos campos magnéticos, que, ao interagir com os campos da terra, geram as “tempestades magnéticas” (vejam em anexo a imagem do bacaníssimo fenômeno físico dos campos magnéticos do Sol e da Terra – ilustração da Nasa).

A matéria de onde eu retirei essas informações – Revista Pesquisa FAPESP, do mês de junho passado – diz que

“O fenômeno pode causar problemas para a navegação, a aviação, para astronautas em serviço no espaço e até se manifestar de forma mais prosaica, interferindo no funcionamento da rede elétrica”.

O interesse nos fenômenos solares é óbvio, já que se trata do astro fundamental para a existência da vida na Terra. No Brasil, pesquisas têm buscado esclarecer os processos:

“Diminuir o desconhecimento, descrever as consequências dessas explosões e avaliar como elas afetam este planeta é o que ocupa a geofísica espacial Cristiane Loesch, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)”.

Dias atrás, já havia comentado essas interferências “vindas do espaço” (literalmente), muitas vezes interpretadas como “miraculosas”. Sim, podem ser algo grandioso e cheio de incógnitas, mas são destrincháveis, sem necessidade de apelar a explicações pseudocientíficas ou místicas (e mistificadoras).

Abaixo, a matéria por inteiro, e o endereço para quem quiser acessar diretamente o site da (ótima) revista.

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Ciência/Astronomia

Choques solares

Estudo detalha relação entre explosões no Sol e tempestades magnéticas na Terra

POR Maria Guimarães

Edição Impressa 184 - Junho 2011

Com aquela aparência de uma imensa bola de fogo no céu, o Sol de fato está longe de ser um astro brando. Ali acontecem explosões – de uma por semana nos períodos mais calmos até duas ou três por dia quando a atividade está mais intensa – que lançam partículas e gases superaquecidos para longe do Sol a velocidades de até 2.500 quilômetros por segundo e perturbam o vento solar. Assim como uma pedra jogada na água gera ondas concêntricas, essas explosões ejetam material e dão origem a ondas de choque que podem chegar à Terra. O fenômeno impressiona e é deslumbrante quando capturado em imagens, mas, nessa área da astronomia, o surpreendente é o pouco que se conhece. Diminuir o desconhecimento, descrever as consequências dessas explosões e avaliar como elas afetam este planeta é o que ocupa a geofísica espacial Cristiane Loesch, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entender a atividade solar é um objetivo cada vez mais crucial, como lembra Sir John Bed-dington na entrevista desta edição (ver entrevista "John Beddington: O Sir da ciência").

O material ejetado do Sol durante as explosões carrega campo magnético que, ao aproximar-se da Terra, por sua vez altera o campo magnético do planeta, causando as chamadas tempestades magnéticas. O fenômeno pode causar problemas para a navegação, a aviação, para astronautas em serviço no espaço e até se manifestar de forma mais prosaica, interferindo no funcionamento da rede elétrica e causando apagões como o que deixou parte do Canadá no escuro em 1989. Um dos problemas para descrever o fenômeno com exatidão é que não basta apontar um telescópio para o Sol, já que sua luminosidade ofusca o que acontece logo em torno. A pesquisadora do Inpe, então, recorre a simulações baseadas em modelos que descrevem os efeitos dessas explosões de gases solares, conhecidas como ejeções de massa coronal (CMEs, na sigla em inglês). “Ninguém sabe ainda exatamente como funciona a erupção delas no Sol”, explica. Por meio desse recurso teórico, ela volta os olhos para a região da atmosfera solar mais próxima do Sol, conhecida como baixa coroa solar, uma zona até agora muito pouco explorada.

Durante o doutorado, com orientação de Maria Virginia Alves, também do Inpe, e em colaboração com Merav Opher, uma astrofísica brasileira radicada nos Estados Unidos, Cristiane comparou as previsões de dois desses modelos teóricos para estudar, naquela região, as assinaturas de duas CMEs com configurações distintas. Observou que a energia magnética da CME é convertida em térmica e cinética à medida que se afasta da origem e que as características magnéticas iniciais importam pouco para as velocidades de choque que se seguem. Além disso, os dois modelos se revelaram bastante parecidos no que diz respeito às consequências das CMEs bem próximo ao Sol, numa distância entre duas e seis vezes o raio do astro, conforme mostra em artigo publicado em abril deste ano no Journal of Geophysical Research. “Ali o vento ainda tem uma estrutura muito solar, com características típicas dos arredores do astro”, ela justifica a escolha, “e mais junto à superfície acontece muita coisa que não se entende”. Para se ter uma noção da escala, a distância entre a Terra e o Sol é de cerca de 212 raios solares.

Na teoria - A semelhança dos resultados obtidos com os dois modelos foi uma surpresa, porque eles partem de premissas que deveriam gerar interações distintas entre a CME e o vento solar. Mas, nos dois casos, as CMEs geram uma onda de choque que se propaga mais depressa do que a própria explosão e caminha em direção à Terra, e empurram diante de si uma zona de vento solar perturbado conhecida como bainha. Essa bainha se alarga à medida que se afasta do Sol e, Cristiane conta, pode aumentar em até 29% a entrada de energia na magnetosfera. É isso que pode contribuir para tempestades magnéticas na Terra.

Cristiane verificou que o tamanho dessa bainha é diferente nos dois modelos e observou nelas uma segunda onda de choque. Ainda falta entender melhor o porquê. Para investigar o que gera esse choque posterior, que aparece a pouco menos de 2,5 raios solares, Merav sugeriu a Indajit Das, na época seu doutorando, que examinasse as CMEs como um todo e analisasse o que pode gerar uma compressão atrás do choque. A compressão é especialmente alta na baixa coroa solar, onde a densidade do vento solar é mais alta, de acordo com o trabalho de Das, publicado em março no Astrophysical Journal. O artigo tem coautoria de Cristiane e mostra que, quando a CME se afasta do Sol, o campo magnético à sua frente se comprime e o plasma entre as linhas de campo sai para os lados, criando uma região pouco densa na bainha. “É como um barco empurrando a água”, compara a pesquisadora do Inpe, “a água passa pelas laterais”. O estudo mostra também que a CME pode dar origem ao choque posterior quando empurra o plasma da bainha, acumulando massa.

Ainda falta muito para se descrever em detalhes como os fenômenos se comportam e por quê. Parece certo que, até três raios de distância do astro que ilumina a Terra, os choques causados pelas CMEs estão associados à aceleração de partículas. Agora Cristiane busca compreender o que ocorre no restante do espaço que separa o Sol da Terra. Ela quer acompanhar a perturbação causada pelas bainhas das ejeções de massa coronal até este planeta para ver que variações elas causam no campo magnético terrestre e como isso pode ser relacionado ao que acontece no Sol. É um longo trajeto.

FONTE: http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=4440&bd=1&pg=1&lg

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Uma viajante espacial alerta aos humanos: A Terra corre sério perigo...


Uma notícia bacana: a Fundação Roberto Marinho, em parceria com a instituição francesa Universcience (http://www.universcience.fr/fr/accueil/), que é comandada pela astronauta Claudie Haigneré, está montando o Museu do Amanhã no Rio de Janeiro, previsto para funcionar em 2014.

A idéia é estruturar um grande centro (em anexo, foto de parte do projeto), com exposições interativas e outras atividades que provoquem a reflexão e engajamento das pessoas nos problemas radicais da nossa civilização. Uma equipe multiprofissional está empenhada no planejamento do “Museu”, entre neurocientistas, urbanistas, sociólogos, astrofísicos etc. Temas como o clima do planeta, a longevidade do ser humano e as novas formas de trabalho serão abordados.

Em 2001, Claudie esteve na Estação Espacial Internacional (ISS). A experiência foi impactante. Na reportagem, que segue no final, a astronauta francesa diz o seguinte:

– Vi a Terra à distância. Vi um planeta frágil, com recursos limitados. E os únicos responsáveis pela perenidade deste planeta são os seres humanos. Temos uma mensagem: sejamos responsáveis, preocupados e vamos agir por este planeta.

Não precisamos de capitães de frotas estelares de outras dimensões ou galáxias para nos “alertar” sobre a fragilidade da vida na Terra. Podemos ter o testemunho de uma terráquea, que viajou em uma nave espacial de tecnologia totalmente desenvolvida por humanos. E então cair na realidade: o futuro do mundo depende do esforço de todos nós, habitantes de Gaia, no aqui e agora.

Abraços!

Iuri

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JC e-mail 4311, de 29 de Julho de 2011.

Museu do Amanhã com sotaque francês

Fundação Roberto Marinho assina convênio para fazer parceria com instituição de Paris.

Primeira astronauta europeia a visitar, em 2001, a Estação Espacial Internacional, a francesa Claudie Haigneré conta que, lá do alto do espaço, viu como a Terra é fragil. Seu sonho? Ver surgir uma nova geração engajada na defesa do planeta e da ciência. No comando da Universcience - instituição que reúne os dois maiores museus de ciência de Paris -, a astronauta deu ontem um passo na direção do Brasil: assinou com a Fundação Roberto Marinho uma parceria para ajudar a desenvolver o espaço que tem a ambição de fazer as pessoas pensarem o futuro: o Museu do Amanhã, previsto para ser inaugurado na Praça Mauá, em 2014.

- Vi a Terra à distância. Vi um planeta frágil, com recursos limitados. E os únicos responsáveis pela perenidade deste planeta são os seres humanos. Temos uma mensagem: sejamos responsáveis, preocupados e vamos agir por este planeta - disse a astronauta.

Ao firmarem o acordo, ontem, na Cidade das Ciências e da Indústria, em Paris, o presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho, e Haigneré tinham o mesmo discurso: numa época marcada pela aceleração das inovações tecnológicas, é preciso colocar o cidadão para participar desta mudança.

José Roberto Marinho defendeu um "museu engajado" e foi mais longe.

- A única solução para o futuro é que as pessoas aprendam a ver a causa e a consequência do que fazem. Hoje temos uma educação totalmente desconectada do que acontece na realidade. Temos que repensar a educação e fazer com que ela seja mais baseada na prática do dia a dia, com poder de decisão para que os governantes não trabalhem sozinhos.

O projeto, segundo ele, é revolucionário: entre 40 e 50 cientistas, arquitetos, neurocientistas, urbanistas e outros profissionais estão refletindo sobre temas do Museu do Amanhã, que vão incluir desde questões climáticas e longevidade do ser humano às novas formas de emprego.

O Museu do Amanhã terá um espaço de exposições temporárias. A Fundação Roberto Marinho está interessada em trazer do museu parisiense a mostra chamada "Habitat" - uma discussão sobre a habitação do futuro. José Roberto Marinho, por outro lado, sonha em levar uma mostra brasileira para os museus de ciência de Paris:

- Vamos trazer uma certa experiência tropical. Por exemplo, toda a parte de energia sustentável, energias vegetais e novas formas de habitação.

(O Globo)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

"délibáb" ou discos voadores?

Postado em 27/04/2010:

Vocês devem ter visto o último CD lançado pelo compositor Vítor Ramil. Se chama délibáb - escrito assim mesmo, tudo em letras minúsculas.

A palavra é estranha - húngara - e designa um fenômeno dos mais interessantes - até mesmo (ou especialmente) para os ufólogos e ufologistas. Ramil explica em um trecho do seu livro (ele também é escritor, além de músico), o romance Satolep:

“‘Chamam a este fenômeno de délibáb’, expliquei. ‘Esta locomotiva e este vagão que vocês veem, tão nítidos, a correr neste horizonte desértico, não estão aqui onde parecem estar, mas a pelo menos uns cem quilômetros de distância. Acontece em dias de muito calor. Essa imagem atravessou regiões de atmosferas de densidades diferentes e projetou-se assim, clara, plana e não invertida, diante dos meus olhos. Nenhum som a acompanhava. Só depois de muito procurar é que me convenci de que realmente não havia trilhos no lugar.’”

Ramil diz que encontrou esta palavra de sonoridade e escrita exóticas (para nós que não somos húngaros!) no terceiro volume da coleção Nosso Universo Maravailhoso, de Ernesto Sábato, escritor argentino (deve ser uma coleção supimpa!).

Afora todo o sentido poético, de miragem, de projeção, do estranho e do deslumbrante, vejam o que a atmosfera, em determinadas circunstâncias, pode nos "aprontar". Quantas "visões" podem paracer algo "de outro mundo", mas, em verdade, são daqui mesmo, desse nosso planeta - e de nossos pobres, limitados sentidos!!

Os avistamentos dito ufológicos, ou seja, de objetos voadores não-identificados (ovnis), às vezes podem ser "falsificações" naturais, fruto de condições atmosférias - pressão, temperatura, umidade, composição de gazes, luminosidade, entre outras interferências/circunstâncias naturais, produzindo fenômenos visuais (imagens) extraordinários.

Então, mais um alerta, amigos/as: mais cético que o São Tomé, nem em nossos olhos podemos confiar plenamente!

Abraços!

***Link pra uma canção do CD, onde aparce a capa do délibáb:

http://www.youtube.com/watch?v=tbaIlqOvtSU&feature=player_embedded

Jan Val Ellam e Os Miseráveis

Transferindo um especial, postado em 01/03/2009. Reflexões em torno do engodo chamado Jan Val Ellam.

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Na linha da Hipótese Psico-Social (ou Psicossocial), HPS, que busca explicar o Fenômeno Ufo (ou ao menos alguns aspectos) em determinados termos, um elemento surgiu subitamente enquanto lia uma crônica do escritor portoalegrense Augusto Meyer, diretor e grande impulsionador do Instituto Nacional do Livro, no Rio de Janeiro, durante os anos de 1940. A crônica se chama Cinema insônia, publicada em seu livro de memórias No Tempo da Flor (Edições O Cruzeiro, 1966). Nela, deparei-me com a menção a um personagem de um outro escritor, muito mais famoso, o francês Vitor Hugo (ilustração ao lado). Meyer menciona o personagem Jean Valjean, protagonista do maravilhoso Os Miseráveis, originalmente publicada em 1832.

Revolvendo minhas próprias memórias, veio-me todo o gosto da leitura de Os Miseráveis, feita já se vão uns 20 anos. Mas além do ambiente em que eu estava envolto naqueles tempos e as evocações que o livro produzia durante os vários dias que eu fiquei "grudado" no volumoso e gasto volume, outra associação me pinicava: o nome do personagem de Vitor Hugo: "Mas eu já ouvi isso de uma outra forma também", cismava...

Sim! Jan Val Ellam, o pseudônimo ou personagem ou persona mediúnica profetizador da volta de Cristo a bordo de naves gigantescas que se postariam na estratosfera terrestre em 2007, para a comoção mundial! Seria maravilhoso! Mas mostrou-se uma impostura e mais um elemento para desacreditar em tais profetices, que tanto (des)caracterizam a Ufologia. Claro que seguiu-se ao vexame, ao malogro acachapante da previsão, muitas explicações. Como já foi dito, “costumamos inventar histórias para nós mesmos para dormirmos em paz com nossas consciências atormentadas”.

Bem, mas a questão é a seguinte: a enorme semelhança entre as duas denominações dos personagens: “Jean Valjean”, de Vitor Hugo (autor nascido em 1802), e “Jan Val Ellam”, de Rogério de Almeida Freitas (1959). São somente algumas mudanças em letras. O som das palavras e configuração dos nomes nos leva a uma arrasadora conclusão: Trata-se de um processo de plágio. Claro que não necessariamente consciente ou deliberado, mas muito evidente. Vemos o quão humanizada é uma criatura concebida como extra-humana. Tanta semelhança não é um acaso, mesmo que não seja uma arbitrariedade planejada, como já foi dito. Dá um “efeito”, uma “credibilidade”, aproveitando-se de algo que já é do domínio coletivo.

Óbvio: também não faltará algum tipo de elaboração discursiva para “explicar” a “escolha” da denominação para o personagem, hoje caído em descrédito – e, para mim, definitivamente, embora a “vontade de acreditar”, como se refere o título e as falas de Fox Mulder em The X-Files: I Want to Believe, seja algo poderoso, arrebatador, que mantém muita gente apegada em quimeras, em improváveis utopias.

Jean Valjean é um personagem clássico e universal da literatura mundial. Protagonista de um romance que teve enorme sucesso desde a sua primeira publicação em 1862, foi (e ainda está sendo) adaptado para teatro (inclusive radionovelas), cinema, sendo objeto de incontáveis estudos, teses, documentários, artigos na imprensa, afora a abordagem nas aulas de literatura e cultura em escolas, cursos universitários, etc. Ou seja, Jean Valjean é uma denominação que “circula” e “atravessa” à cultura e sociedade humanas contemporâneas. E que foi “pescada” para dar lastro a um outro personagem, que acabou se ligando à massa de elementos que compõem a cultura ufológica brasileira e mundial dos últimos anos.

As denominações de seres extraterrestres foi tratada no excelente artigo OVNIs: A Hipótese Psicossocial, de Steven Novella. O autor observa: “É revelador que os aliens não só tenham nomes que soem humanos, mas que a maioria deles tenham nomes que soem europeus. (...) Ao revisar os nomes aliens listados, está bastante claro que eles seguem os estilos lingüísticos das culturas dos alegados contatados”. Assim, não estou falando nenhuma novidade. Com isso, entretanto, espero estar colaborando para que a advertência já tantas vezes feita seja reforçada: Paremos, como ufólogos e simpatizantes da ufologia, de nos auto-implodir, nos auto-sabotar com idéias e posturas de uma apocalípticas que rotineiramente se revelam estultices de crentões descolados de evidências repetidas: o mundo não vai acabar e mudar tão cedo assim. Tenhamos tranquilidade e que o bom e velho ceticismo nos guie e guarde do ridículo...



***No site do Projeto Orbum é dito que “Jan Val Ellam é o pseudônimo de Rogério de Almeida Freitas. A escolha do pseudônimo deve-se a nomes que expressam páginas do passado espiritual do autor terreno das obras (...). Durante uma entrevista, perguntaram-lhe por que não dizia ser ele mesmo o autor de seus livros? Resposta: ‘poderia dizer simplesmente que sou eu mesmo o real autor disso tudo, mas, estaria faltando com a verdade. Na hora em que tento explicá-la, complico mais ainda a história, pois tenho que me referir aos reais autores intelectuais, ou seja, espíritos desencarnados e extraterrestres (...)’." Em http://orbum.org/index.php?option=com_content&view=article&id=5&Itemid=6


***Pra quem quiser detalhes sobre o romance e o personagem, segue abaixo alguns dados retirados da Wikipédia. Recomendo que leiam todo o artigo em http://pt.wikipedia.org/wiki/Les_Mis%C3%A9rables

Os Miseráveis

Os Miseráveis (Les misérables) é uma das principais obras escritas pelo escritor francês Victor Hugo, publicada em 3 de abril de 1862 simultaneamente em Leipzig, Bruxelas, Budapeste, Milão, Roterdã, Varsóvia, Rio de Janeiro e Paris, nesta última cidade foram vendidos 7 mil exemplares em 24 horas. Victor Hugo é também autor de Os Trabalhadores do mar e O Corcunda de Notre Dame, entre outras obras.

O romance narra a situação política e social francesa no período da Insurreição Democrática ou Revolução de 1830, em 5 de junho de 1832, no reinado de Luís Filipe I de França, através da história de Jean Valjean.

Jean Valjean

Jean Valjean (também conhecido como Monsieur Madeleine e Ultime Fauchelevent) é um homem pobre (antes jardineiro e lavrador), um tanto rude e ignorante, mas de bom coração. Seus pais morreram quando ainda era uma criança (seu pai caiu de uma árvore e sua mãe morreu de uma febre), o que fez com que sua irmã mais velha cuidasse dele. Quando o cunhado morre, assume o cuidado da família da irmã. A família vive miseravelmente, mesmo trabalhando dia e noite. Como os sobrinhos passam fome, Jean Valjean rouba uma padaria para alimentá-los, mas é preso. Assim, é condenado a 5 anos de prisão por roubar um pedaço de pão (pena agravada por possuir uma arma de caça), que acabam se convertendo em 19 anos de prisão, devido as sucessivas tentativas de fuga. Na prisão, revolta-se contra a sociedade que lhe puniu tão gravemente por uma pena tão pequena e planeja vingança contra esta, tornando-se um homem mau e duro. Para tal empresa, aprende a ler, a escrever e a calcular. Ao sair das galés, em liberdade condicional, percebe que nunca será aceito na sociedade. Rejeitado como ex-prisioneiro o Bispo Myriel muda o rumo de sua vida. Assume então uma nova identidade para seguir uma vida honesta. Através de bondade, esforço e inteligência, torna-se um industrial, acumula fortuna e torna-se maire. Em busca de resignação por dua vida passada, e através da influência que a impressão do Bispo lhe traz, torna-se extrememnte caridoso, bom e simples, mesmo possuindo muito dinheiro. Adota e cria a filha de Fantine, Cosette, como se fosse sua própria filha. Morre velho, com mais de 80 anos.


***Na Wikipédia há também um artigo sobre Jan Val Ellan, que me pareceu muito interessante (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jan_Val_Ellam), embora esteja indicado que faltam maiores referências sobre fontes que embasem o texto.

Jan Val Ellam

Jan Val Ellam é o pseudônimo usado pelo escritor natalense Rogério de Almeida Freitas (1959-) para escrever sobre pontos de convergência entre o pensamento cristão, a doutrina de Allan Kardec e pesquisas relacionadas à ufologia, no bojo do discurso do espiritualismo universalista e da cidadania planetária.


***Segue abaixo a parte do artigo onde é mencionado aspectos sobre a denominações dos aliens: OVNIs: A Hipótese Psicossocial, de Steven Novella, MD – em The New England Journal of Skepticism, vol., 3 nº 4 (2000):

(...) Os aliens às vezes têm até nomes. Nomes alienígenas deveriam ser alienígenas, e provavelmente não se assemelhariam a nenhuma língua humana. Alguns dos nomes listados são obviamente traduções ao inglês, mas a maioria dos outros são simplesmente nomes. É revelador que os aliens não só tenham nomes que soem humanos, mas que a maioria deles tenham nomes que soem europeus. Ainda, aqueles encontrados por pessoas de culturas hispânicas têm nomes que soam hispânicos. Eles nem mesmo são tão diferentes da estrutura fonética européia quanto os nomes de humanos de outras culturas, como a asiática ou africana. Nomes verdadeiramente aliens deveriam ser mais diferentes de qualquer idioma humano que quaisquer dois idiomas humanos são um do outro.

Para analisar isto um pouco mais, todos os idiomas têm uma certa estrutura fonética, consoantes que são mais comuns que outras, uma certa relação de consoantes para vogais, fonemas únicos, inflexões características e colocação de sílabas tônicas. Estes elementos compõem o caráter de um idioma, como o idioma soa ao ouvido. Por isso é possível e até mesmo fácil reconhecer um idioma que alguém esteja imitando mesmo que esteja falando baboseira e inventando palavras.

Escritores de ficção especulativa (ficção científica e fantasia) às vezes encaram o desafio de inventar culturas alienígenas, incluindo idiomas. Uma das armadilhas desta empreitada é dar nomes aos aliens que sigam as características lingüísticas de sua língua nativa (como Xenu, o Senhor alienígena inventado pelo escritor de ficção científica L. Ron Hubbard para sua religião fabricada, a Cientologia). Escritores experientes tentarão manipular os elementos específicos do idioma para criar nomes com um som genuinamente alienígena. O preço de não fazer isto será criar nomes que soam tolos com um aspecto caipira de ficção científica dos anos 50 ("Klaatu Barada Nikto"). Ao revisar os nomes aliens listados, está bastante claro que eles seguem os estilos lingüísticos das culturas dos alegados contatados. Até hoje, nenhum idioma ou nome verdadeiramente alien resultou de um alegado contato alienígena. Novamente, nós vemos uma falta de descontinuidade e a influência de antecedentes culturais. (...)

Sobre o fenômeno da Ufologia ou "Eu quero acreditar em ETs"

Mais alguns textos postados em meu outro blog e que estou transferindo para cá também. Foram postados num bloco em 15/10/2008, mas escritos antes disso.

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Nos últimos anos, tenho me envolvido com ufólogos, simpatizantes, eventos, debates e literatura ufológica. Trata-se de um fenômeno social e cultural dos mais interessantes, na minha opinião, cheio de facetas, polêmicas, teorias.

E nos últimos meses, me tornei um comentarista sobre assuntos vinculados ao universo (às vezes bizonho) ufológico, além de contribuir na produção do Conexão Ufo, programa na Rádio Comunitária de Santa Cruz do Sul (FM 105,9), capitaneado por Rafael "Bala" Amorim, também coordenador do Núcleo de Estudos Ufológicos de Santa Cruz do Sul, o "famoso" NEUS.

*Exceto o último, os demais textos desta postagem foram publicado no Riovale Jornal, de Santa Cruz do Sul em torno do mês de setembro de 2008.



John Lilly, golfinhos e ETs

Os ufólogos muitas vezes acabam olhando para céu e esquecem da terra – ou, ainda, do mar... Estava lendo esses dias alguns textos sobre um brilhante neurocientista norte-americano, pensador incomum, inovador e, portanto, necessariamente polêmico. John Cunningahm Lilly (1915-2001) pesquisou várias formas de abertura de consciência, como as possibilitadas pela flutuação em cabines de isolamento sensório.

Também pesquisou sobre a inteligência dos golfinhos. Suas afirmações de que “os golfinhos têm uma cultura e que podem pensar como os padrões humanos, tendo uma ética e uma política” causaram revoltas entre religiosos e a ridicularização na imprensa. Nisso nota-se o quanto está arraigado o antropocentrismo, ou seja, a arrogante visão de que o ser humano é o centro de todas as coisas, de todo o planeta e universo, não se admitindo que qualquer outro ser – de que lugar ou espécie – possa ter sequer semelhanças conosco, que dirá algum potencial superior.

Lilly teve muitos seguidores. Um cientista russo, Vladimir Markov, concluiu que o “Idioma Golfinho” seria composto de 51 sons de impulsão e nove tipos de assobios, com uma estruturação tão complexa, que inviabiliza o entendimento de tal linguagem/conceitos pelo cérebro humano, ordinariamente limitado em sua capacidade cognitiva.

Num artigo, Traduzindo golfinhos, sobre a vida e obra de Lilly, Flávio Calazans diz que pesquisas sobre a poderosa inteligência dos golfinhos – entre outros estudos que põe em xeque velhas concepções – “não costumam ser pautadas e divulgadas na mídia internacional por serem chocantes demais para a mentalidade do grande público, e por chocarem-se com dogmas religiosos e políticos vigentes, sendo considerados matéria proibida ou mera curiosidade a ser publicada como assunto exótico ou ridículo, e exposto apenas para escárnio e zombaria.”

Os ufólogos sofrem este descrédito – mesmo aqueles que evitam polemizar com declarações bombásticas sobre a “iminência da chegada de Jesus num disco voador” ou algo do gênero. Mas não é esse o objetivo primeiro do meu insipiente comentário, conforme tentei fazer entender na introdução. O que quero dizer é que somos rodeados de criaturas fantásticas e de potenciais de “contatos imediatos” através de técnicas para além (ou aquém!) de telescópios e outros maquinários.

Os trabalhos de John Lilly são indicadores de universos vastos em nosso interior humano e na consideração de outros seres – caso dos golfinhos – nesta nossa Nave Viva, a Terra. Ao apontarem “luzes estranhas” na abóbada celeste, os ufólogos não deveriam perder de vista os “outros mundos” que vários “psiconautas”, como Lilly, começaram a vislumbrar.

Mais amplamente ainda, acho que tais “revelações”, que questionam nossas formas costumeiras de compreender o mundo, poderiam estar reformulando instituições – escolas, universidades, centros de pesquisas, etc. Entretanto, tais idéias permanecem num limbo, sendo levados adiante por pequenos grupos “alternativos”, “marginais”, sem influência direta em espaços “acadêmicos”, do “saber consagrado”, conservador “por excelência”. Mesmo assim, acredito que, num futuro próximo, os estudos e hipóteses na linha dos de John Lilly são os que nos desviarão da auto-inviabilização enquanto sociedade e raça terráqueas.




Quando os humanos são alienígenas no seu próprio planeta

Vi dias atrás a animação Happy Feet: o Pinguim, produção australiana e americana de 2006. Achei o filme muito interessante em vários aspectos – além de toda a perfeição técnica e das canções (e coreografias) muito bacanas, como aquela do Queen, Somebody to Love. Show à parte.

Dentro da minha linha de reflexões sobre a ufologia, destaco, pelo filme, uma situação que venho tentando abordar: a nossa “dificuldade” de “contato” ou de comunicação não se dá somente em relação aos “extraterrestres”, mas com seres de nossa convivência concreta e cotidiana neste planeta. Caso dos animais e plantas.

No filme, os pingüins concebem os seres humanos como alienígenas "horrorosos". Quando chegam a um vilarejo portuário, na região do Pólo Sul, Antártida (pelo que posso imaginar), um dos membros da "expedição" (de pingüins), para evitar agressões, fala assim: "Nós viemos em paz!" – numa paródia das declarações de “marcianos” quando encontram “terráqueos” em filmes e livros de ficção ufológica de baixa categoria ou humorísticos.

Mano, o pingüim protagonista, não consegue se comunicar com os humanos; ele tenta chamar a atenção para a ação destrutiva desses “ETs” (ou melhor, “EAs” – “Extra-Atártidos”), que estão acabando com a alimentação da nação pingüim.

A cena do aquário é a que achei mais sensacional para apresentar o esforço de comunicação frustrado pela “barreira lingüística”. O discurso desesperado de Mano não é entendido de jeito algum, soando – “obviamente” – como esgares de uma ave que ficou amalucada. E, “surpreendentemente”, o sapateado acaba por ser o meio de "fazer contato" (primeiro com uma criança!). Por essa “via torta", inusitada e inesperada, o pingüim já desesperançado – à beira da falência mental – consegue o almejado meio de comunicação com os “alienígenas". O bater rítmico dos pés – e não a “fala” – é a ponte entre o “mundo pingüim” e o “mundo humano”...

Quem sabe não esteja aí uma dica de como se pode fazer o contato?! (Lembrando que também o filme de Steaven Spielberg, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, de 1977, onde a troca de frases musicais indica que está havendo uma compreensão mútua. Demonstra-se que há o reconhecimento da existência uns dos outro, homens e aliens, pela troca de emissões sonoras.)

Talvez não sejam palavras ou outra linguagem desenvolvida por povos humanos o meio de interagirmos com outros seres – desse e de outros planetas ou dimensões. Precisamos estar muito abertos e plenamente conscientes de todas as nossas limitações biológicas, cerebrais, intelectuais e culturais para compreender algo completamente “desassemelhado” a nós mesmos. Nossa “solidão” – às vezes confundida com supremacia – pode ser somente uma incapacidade de entendermos/compreendermos o “outro”. (E isso, aliás, é uma fonte constante de desentendimentos interpessoais e entre grupos humanos.)

Mesmo “filmes de crianças” podem nos trazer reflexões bem sérias sobre “questões ufológicas” e, no caso, sobre o autismo da nação humana sobre a Terra, que, aliás – como denuncia Happy Feet –, está pondo em perigo esta miraculosa nave.




O pensamento e o imaginário de H. G. Wells (1ª parte)

H. G. Wells, ou melhor, Herbert George Wells, inglês nascido em 1866, faleceu em 1946, logo depois das primeiras explosões da bomba atômica no Japão. Dizem que morreu muito pessimista – depressivo, até –, depois de um tempo de euforia e confiança na civilização e ciência ocidentais.

Podemos considerá-lo um dos “pais” da ficção científica e do imaginário dos ufólogos e futuristas até hoje. Suas obras, como A Guerra dos Mundos, continuam rendendo visões que são “referências obrigatórias” em filmes contemporâneos tratando de alienígenas, viagens espaciais, viagens no tempo e outras incursões que se usam da imaginação para tentar retratar o vasto e enigmático desconhecido.

Eu li, não faz muito, justamente o A Guerra dos Mundos, e também A Máquina do Tempo e A Ilha do Dr. Moreau. Livros que a gente devora numa sentada. São muito atrativos e surpreendem, como já disse, pelas imagens que foram concebidas ainda no século XIX. A Guerra dos Mundos, novamente adaptado para o cinema, agora pelo afamado Steven Spielberg, foi originalmente publicado em 1898, ou seja, dez anos após a “Abolição da Escravatura” no Brasil. No entanto, suas concepções e reflexões sobre viagens espaciais, exobiologia, sociologia e futurismo são espantosos – se mantém, em muitos pontos, atualíssimos e insuperáveis.

Quando Wells fala, por exemplo, que a tecnologia desenvolvida pelos marcianos prescinde da roda, dando aos mecanismos desses “ETs” uma performance que se confunde com animais orgânicos (“a máquina de manipular [os discos que se moviam sobre cinco ‘pernas’ mecânicas] não me pareceu uma máquina, mas uma criatura aparentada ao caranguejo”, conforme está na tradução do seu romance publicado em 2000 pela Editora Nova Alexandria, traduzida do Inglês para o Português Brasileiro por Marcos Bagno), tal elucubração é fantástica de boa! E assim se sucedem “sacadas” que estão em diversas produções cinematográficas e literárias – do filme Matrix , passando pelos oito volumes (parei no quarto) de Operação Cavalo de Tróia, de J.J. Benitez (em especial em relação ao A Máquina do Tempo), até a série infanto-juvenil de Philip Pullman, Fronteiras do Universo (donde veio o filme A Bússola de Ouro, primeiro de uma trilogia adaptada dos excelentes livros).



O pensamento e o imaginário de H. G. Wells (final)

A ufologia e seu imaginário devem muito a H. G. Wells. A possível fisiologia e fenótipos de seres alienígenas, plantas; designs de máquinas, ferramentas, aparelhos de comunicação, armas, etc., estão lá no vetusto A Guerra dos Mundos. Sem falar nos termos, como “extraterrestres” e “vigília”, que são largamente usados em publicações especializadas da atualidade, caso da revista brasileira Ufo. O disco voador, “uma coisa parecida com uma tampa de panela”, como é dito na página 53 da tradução para o Português de Marcos Bagno (Editora Nova Alexandria, 2000), tem tudo a ver com a imagem de veículo interplanetário criada pelo escritor.

Os próprios foguetes-cilindros, lançados por “canhões potentíssimos”, são mais do que engenhosidades ficcionais: são ainda a base tecnológica da propulsão dos foguetes americanos, russos, chineses, brasileiros e outros – em pleno oitavo ano do século XXI. “Havia uma convicção geral de que, através das profundezas do espaço, não existia vida senão na ínfima superfície de nossa minúscula esfera”, introduz o narrador, com excelente e perene dose de mistério, no romance que este ano fará 110 anos de sua primeira publicação.

Outra faceta de Wells: o de pensador, mescla de analista ou sociólogo, futurólogo, psicólogo de massas, filósofo e reformador social. Ele traz relativizações, como um professor de introdução à antropologia cultural, fazendo considerações sobre com os civilizados tratam de povos considerados “bárbaros” ou mesmo as sociedades animais. Diz-se que era socialista – dentro de um caudal fértil e diversificado de utopias. Visitou a União Soviética, inclusive, nos anos de 1920, logo após a Revolução Bolchevique (ficou decepcionado, depois de algum tempo, com os governos da Rússia comunista).

Preocupado com situações da sociedade da sua época – como as gritantes diferenças sócio-econômicas entre as classes capitalistas e do operariado –, propõe explicações e prevê efeitos no longo prazo escamoteadas em passagens dos livros que mencionamos aqui.

Interessei-me por Wells a partir da leitura de Aldos Huxley – outro escritor e pensador inglês importante –, que cita o conterrâneo em sua obra As Portas da Percepção. Já havia visto o seu nome em muitos lugares, sem que me “dignasse” a lê-lo. Acabei por gostar de seus escritos e admirar as interconexões das suas idéias e poder imaginativo descortinador, fazendo-o um intelectual de influência mundial. Formado em Biologia pela Universidade de Londres – cidade aonde veio a falecer, e cenário principal dos dois primeiros romances mencionados aqui – H. G. contribuiu, como Júlio Verne e vários outros ficcionistas engenhosos, para compreendermos, com as vertigens da especulação, a vida humana, seus abismos e possibilidades transcendentes.




O cobiçado aroma vegetal e os homenzinhos acinzentados

Numa entrevista, em 1998, para o site Não (http://www.nao-til.com.br/nao-56/entrev.htm), Eduardo Bueno, jornalista e autor da série Terra Brasilis, fez a seguinte declaração: “(...) uma energia tão forte, como aquela dos lamas do Tibet, porque vocês sabem que a terra só não é invadida pelos extraterrenos porque, quando os tibetanos meditam enviam uma energia tão grande que este campo de força os impedem de entrar na terra. Porque os extraterrestres estão atrás do aroma vegetal que é uma coisa raríssima no universo, só tem na Terra, então vêm os seres extraterrestres do mal (...) super-afim de se apoderar da Terra.”

Evidente que essa fala do alcunhado Peninha, jornalista, comentarista cultural, vegetariano militante e ligado em esoterismos, introdutor dos escritores beats no Brasil (foi ele quem traduziu, no começo dos anos de 1980, o clássico On The Road, do referencial escritor norte-americano Jack Kerouac), enfim, a afirmação deve ser lida no contexto de uma longa e quase tresloucada conversa com seus amigos-entrevistadores de Porto Alegre (RS). Mas me pareceu ter um sentido, um potencial, um “fundamento” dos mais interessantes: “o aroma vegetal que é uma coisa raríssima no universo”.

Derivando, poderíamos dizer que – não “apenas” o aroma – os próprios Seres Vegetais são algo raríssimo no universo.

E que tipo de relação, nós, animais humanos, estabelecemos com estes outros seres aqui mesmo no planeta Terra? Se já nos achamos os senhores entre os animais, em relação aos vegetais – que estão ainda mais longe, aparentemente, da estrutura física e outras “características” humanas (não têm olhos, boca, cérebro – como os têm os porcos, o gado, os cães, as galinhas, coelhos, os aracnídeos, etc. –; nem têm uma locomoção mais autônoma, por exemplo, fugindo do perigo, além de, em muitos casos, “verbalizarem” dores, contentamentos, entre outras manifestações tão flagrantemente similares a dos “bípedes com o polegar opositor”, como é definido o Homem naquele curta-metragem Ilha das Flores, de outro gaúcho, o cineasta Jorge Furtado) –, em relação aos vegetais, repetindo, estamos “cagando solenemente”, pra usar uma expressão bem grosseira – que talvez seja mesmo a forma (isto é, grosseiramente) que tratamos uma infinidade de seres que nos rodeiam e, em última instância, nos dão a vida – sem plantas, não teríamos a atmosfera adequada para a existência humana, sem falar na alimentação, que direta ou indiretamente, vêm dos vegetais (comer carne é comer plantas de segunda mão, já que todos os carnívoros dependem de animais herbívoros para suprirem-se de uma energia, que, mais distante ainda, provem do Sol).

Creio que vegetais têm inteligência e, provavelmente (ou seja, se poderá provar algum dia; ou até já se demonstrou isso de algum modo), estabelecem formas de comunicação e interação com outros seres. Nós, humanos, em nossa tremenda arrogância (e isso tem muito a ver com as religiões monoteístas-machistas como o cristianismo, judaísmo e islamismo), que nos achamos “o sal da terra”, as coisinhas mais fofas e espertas da Via Láctea (alguns crêem que é do Cosmos – numa manifestação, me perdoem, de uma imbecilidade transgalática), nos fechamos a este vasto universo.

E para puxar o assunto aqui pra roda de uma vez: Também nós, curiosos e estudiosos de Ufologia, voltamo-nos ao céu, especulando sobre a vinda de veículos discóides com propulsão atômica, pilotados por “homenzinhos” (olha aí o antropocentrismo sempre a moldar nossos modelos de “seres inteligentes”) acinzentados.

Para ir ainda mais direto ao ponto: Suspeito seriamente que as plantas já estabelecem contatos com “seres” extraterrestres há milhões ou bilhões de anos através da recepção da luz (do Sol, por exemplo) e emanações de outras estrelas e planetas, além de outras freqüências cósmicas.
Nós, na nossa patetice travestida de inteligência, não nos damos conta de nada disso e continuamos em vigílias infrutíferas – que, não tenho dúvidas, são um momento bacana, de integração, de compartilhamento, mas, lá no campo, perto de bosques e montanhas, ao mirar a vasta escuridão pontilhada de luzes misteriosas, esquecemos do igual profundo enigma das criaturas ali ao nosso lado, às vezes, em baixo, literalmente, dos nossos pés – gramíneas e outras ervas humildes, das quais nem sabemos a designação, que se curvam sob nosso peso, aceitando tanta ignorância e desconsideração...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Cilindro sobrevoa região de Santa Cruz do Sul (um caso exemplar... de engano)



*Abaixo, mensagens que enviei a amigos por conta de uma “aparição” nos céus da minha cidade, Santa Cruz do Sul, em agosto do ano passado (2010).


1.

Relato

Avistei um OVNI no caminho de casa ontem [12 de agosto de 2010] próximo ao meio dia! Muito estranho... Parecia um foguete cilíndrico ou um avião em baixa altitude. Mas de cara se via que não havia janela alguma naquilo e a propulsão era na parte traseira do "bicho"... Estava pronto para alertar o Neus e relatar a aparição em um tom eufórico. Foi quando me lembrei que havia uma conversa sobre testes com aeronaves não tripuladas no RS. Então, antes de mais nada, "persegui" o objeto e cheguei no aeroporto da cidade [Santa Cruz do Sul – RS], que é próximo a minha casa [Bairro Linha Santa Cruz]. Lá estava instalada uma parafernália da FAB - radares, antenas, geradores, caminhão, container, sinalizações, barracas, dezenas de pessoas com uniformes etc. - uma verdadeira operação de testes técnicos e militares. E então o ovni deixou de ser ovni...

Fiquei pensando que, num vôo noturno[e isso se confirmou, conforme mensagem mais abaixo], haveria ainda mais possibilidade de se pensar que se trata de uma nave estranha, um ovni de fora do planeta, algo do gênero, extraterreno.

Eis aí mais um objeto voador que entrará no nosso cotidiano e pode se tornar um elemento a confundir ufólogos, ufologistas e "ufomaníacos"...

Até!

Obs.: Recentemente, Santa Cruz foi base de uma operação de testes militares, quando foram instalados potentes radares para a varredura do espaço aéreo.


2.

Luzes no céu de Santa Cruz embasbacaram moradores

E ontem à noite, 16 de agosto de 2010, em torno das 20 horas, sons e luzes no céu de Linha Santa Cruz embasbacaram moradores do bairro... Era algo muito bonito de se ver - ainda mais numa abóbada enluarada, onde várias estrelas brilhavam de forma incomum... Além das luzes e do som, se percebia levemente, com ajuda do brilho lunar, a forma cilíndrica daquele veículo a sobrevoar em baixa altitude... Confirmou-se o que eu disse: à noite, a aeronave não tripulada, em teste aqui em Santa Cruz, causaria furor a desavisados aficionados em ufologia! Um perfeito óvni, não fosse um objeto voador identificado, inclusive com nome: Hermes 450, com seus 10 metros de envergadura e 450 kilos.

Novamente, disparei para o aeroporto. A cena lá era ainda mais impressionante: além da parafernália já descrita (20 toneladas de equipamentos), havia ao longo da pista cerca de 100 tochas indicando o percurso para o pouso e decolagem - totalmente controlados por rádio-transmissores. Caminhonetas circulantes com holofotes e luzes coloridas de sinalização completavam um cenário que me remeteu a cenas de Contatos Imediatos, filme do Spielberg.

Fiz algumas fotos e filmagens muito rústicas, com meu celular. A hora que eu baixar, passo a vocês.

Logo abaixo, o release distribuído pela assessoria da Prefeitura de Santa Cruz.

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Aeroporto de Santa Cruz do Sul sedia testes de avião não tripulado

Representantes da AEL - Aeroeletrônica de Porto Alegre e da Elbit System de Israel visitaram na última segunda-feira, dia 09 de agosto a Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul e convidam os representantes do Poder Executivo a participarem do evento que está sendo realizado no Aeroporto de Santa Cruz do Sul do dia 09 a 21 de agosto, trata-se de um treinamento em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB) de aviões não tripulados.

O equipamento em avaliação é o Hermes 450, fabricado pela empresa israelense Elbit Systems. A produção do avião não-tripulado tem a participação de uma subsidiária no Brasil, a empresa Aeroeletrônica, de Porto Alegre. Os veículos cedidos pela AEL também serão estados pela Marinha e pelo Exército, em missões de reconhecimento tático e vigilância de fronteiras.

Segundo a Secretaria de Governo e de Turismo, Esportes e Lazer de Santa Cruz do Sul, Marla Hansen, a Prefeitura estará à disposição para ajudar no trabalho. “Estamos felizes por terem escolhido o nosso Aeroporto para fazer essa simulação, dando ainda mais visibilidade a nossa localização estratégica do município no estado” salienta.

A movimentação no Aeroporto é intensa, e o primeiro vôo do VANTs Hermes 450 ocorreu na manhã de ontem, às 11horas. Segundo o Instrutor de vôo, Geison Hallmann tudo ocorreu bem durante o treinamento. ”Estamos simulando uma guerra, este treinamento já foi feito em Santa Maria, e foi um sucesso”, explica.

Para essa operação, que tem o auxilio da Aeronáutica de Santa Maria, a corporação montou um aparato técnico que recebe os dados emitidos pelo Vant e retransmite a uma base em outro ponto estratégico. O objetivo do teste é verificar as condições para empregar o quipamento de fabricação israelense em missões de reconhecimento da Força Aérea Brasileira e também como plataforma intermediária de comunicação. Como não é controlado por um piloto, o Vant pode realizar ações de maior risco, como vôos em altitudes muito baixas.

A AEL é uma empresa brasileira que há mais de duas décadas dedica-se ao projeto, desenvolvimento, fabricação, manutenção e suporte logístico de produtos eletrônicos, militares e civis, para aplicações em veículos aéreos, marítimos, terrestres, tripulados ou não.

O primeiro Hermes 450, cedido pela Elbit, chegou ao país em 9 de dezembro e começou a ser testado em janeiro, na Base Aérea de Santa Maria, onde fica sediado o Esquadrão de VANT da Aeronáutica. A fase de avaliação das aeronaves deverá se estender até o fim desse ano.

O Hermes 450 é um VANT de alto desempenho multimissão, que opera em qualquer condição climática, sem a necessidade de alocar tropas em áreas de risco. Pode permanecer em vôo totalmente carregado por maisde 15 horas, realizando missões de reconhecimento, vigilância e designação de alvos. Tem 6 metros de comprimento e 10 metros de envergadura (da ponta de uma asa a outra). Voa a 110 km por hora e pode atingir cerca de 5 mil metros de altitude.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Santa Cruz do Sul


3.

Professia

Olá, pessoal!

Sem querer, eu quase "profetizei" o acontecido. Pessoas iriam facilmente relacionar os testes aqui em Santa Cruz da aeronave não tripulada com o avistamento de um ufo.

Confirma-se o alerta constante para evitarmos equívocos na análise e conclusão sobre objetos voadores. De fato, o que eu pude observar, tando no dia, mas especialmente à noite, foi algo impressionante e bacana de se ver - mesmo nada tendo a ver com ETs etc. Por si só, os aspectos tecnológicos, a logística dos testes envolvendo dezenas de pessoas e equipamentos, mais as especulações sobre as possibilidades de uso da aeronave, "só" isso já é suficientes para atiçar a nossa curiosidade e teorizações.

Noutro momento, envio o relato anterior ao feito sobre a noite do avistamento (que está no blog do Neus), quando, voltando do trabalho ao meio dia, fui surpreendido por um estranho objeto cilíndrico, emitindo um som também incomum, pairando muito próximo ao meu carro. Fiquei pasmado, mas a seguir "descobri" que era a uma aeronave não tripulda (outro "caso" de aeronave não tripulada foi o teste no jogo da final da Libertadores, em pleno Beira-Rio lotado - um Quadricóptero, objeto voador circular, bojudo no centro; desavisadamente, poderia também nos pregar uma peça...).

Abraços!

Iuri


4.

Objeto voador estranho sobrevoando o Beira-Rio no jogo de ontem...

Pessoal,

Parece uma "epidemia"! No jornal Zero Hora de ontem, anunciou-se que, no jogo do Internacional à noite - pela Libertadores da América - , no Beira-Rio, previa-se o sobrevôo de outra aeronave não tripulada, desta vez um "quadricópetero".

Segue abaixo a reportagem.

O quadricóptero é um objeto voador de forma circular, composto por quatro hélices em torno de uma cúpula, onde se localizam a bateria de alimentação e mecanismos de controle de voo e equipamentos diversos, como câmeras fotográficas etc. Trata-se de outra "nave" que poderia ser confundida com um óvni...

Até!

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17/08/2010

BM usará aeronave não tripulada no Beira-Rio na final

Avião envia imagens da torcida para um computador portátil no estádio

A Brigada Militar testará amanhã, durante a decisão da Copa Libertadores entre Inter e Chivas, uma nova ferramenta para auxiliar a segurança. Trata-se de um veículo aéreo não tripulado, chamado de quadricóptero, programado por computador e comandado por controle remoto, com câmera que grava imagens e registra fotos aéreas.

Ontem, a aeronave fez um voo de apresentação no campo de futebol da Academia de Polícia Militar. O encontro das unidades do Batalhão de Operações Especiais buscava atualizar técnicas e procedimentos a serem empregados na Copa do Mundo de 2014.

Amanhã, a aeronave sobrevoará por um tempo limitado o Estádio Beira-Rio, enviando imagens para um computador portátil. Poderão ser feitos até três testes: antes do jogo, no intervalo e ao término da partida. O teste avaliará a eficácia do sistema e também se interfere no sinal de transmissão de emissoras de rádio e TV e em celulares.

— Se der certo, queremos adquirir o equipamento e colocar em viaturas para ajudar no policiamento — destacou o coronel João Carlos Trindade, comandante-geral da BM.

O equipamento vem sendo desenvolvido desde setembro de 2009 por especialistas em automação de universidades gaúchas. O quadricóptero é um projeto da empresa Skydrones, integrante do Parque Tecnológico da Unisinos, em São Leopoldo.

Especificações:

1,2kg de peso

40cm de envergadura

Alimentação por ateria elétrica

Autonomia de até 30min de voo

Velocidade de até 80km/h

Até 200m de altitude

FONTE: Zero Hora, 17/08/2010