sexta-feira, 29 de abril de 2011

..."um trem de fogo, uma grande estrela e, atrás dela, outras quatro ou cinco"

Pessoal,

Notícia saída no jornal Zero Hora de quarta-feira passada, 27/04/2011:

“Lixo espacial desaba sobre o Uruguai”

E o detalhe que eu quero destacar:

“A peça, uma grande esfera metálica [...] chegou a ser confundida com um óvni [...].”

A descrição do rapaz que localizou a esfera é também muito bacana:

“[...] o rapaz procurava javalis que estariam matando as ovelhas da propriedade [em Artigas, Uruguai, na fronteira com o RS, Quaraí] quando, por volta das 23h [do dia 02 de março], avistou luzes brilhantes no céu, seguidas de uma explosão.

– Parecia um trem de fogo, uma grande estrela e, atrás dela, outras quatro ou cinco. A terceira explodiu e a última se desintegrou – descreveu.

Trata-se, provavelmente, de uma parte desprendida do foguete Delta II, da Nasa.

Outra curiosidade. Embora tenha saído em Zero Hora, copiei a notícia do site do Itamaraty/Ministério da Relações Exteriores/Governo Federal. Ou seja, a notícia tinha importâncias para as relações internacionais do Brasil...

Afora isso, mais uma vez, todo o cuidado para se concluir que o que se vê no céu são “discos voadores”. Pelo que temos acompanhado, muitas e muitas ocasiões são fenômenos ou objetos identificáveis – e que às vezes é melhor sair de baixo para não ser esmagado pelo suposto óvni...

Aqui abaixo, a notícia completa para quem quiser conferir outros detalhes. Em anexo, a foto do “bicho”.

Abraços.

Iuri

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Lixo espacial desaba sobre o Uruguai

Peça de um foguete da Nasa caiu numa fazenda próxima à fronteira com o Rio Grande do Sul

É um pedaço de um foguete Delta II, da Nasa, a agência espacial americana, o objeto que caiu na noite de 2 de março em uma fazenda no interior da cidade uruguaia de Artigas, cidade vizinha à gaúcha Quaraí. A peça, uma grande esfera metálica que chegou a ser confundida com um óvni, era parte do veículo que lançou duas sondas em direção a Marte, em 11 de junho de 2003, segundo reportagem publicada pelo jornal El País, do Uruguai.

A esfera, com cerca de dois metros de diâmetro, toda amassada e com uma parte da estrutura “rasgada”, foi encontrada por Gustavo, filho do capataz da fazenda, César “Peteke” Ferráz. Conforme a reportagem, o rapaz procurava javalis que estariam matando as ovelhas da propriedade quando, por volta das 23h, avistou luzes brilhantes no céu, seguidas de uma explosão.

– Parecia um trem de fogo, uma grande estrela e, atrás dela, outras quatro ou cinco. A terceira explodiu e a última se desintegrou – descreveu.

As luzes também foram avistadas por outros moradores do departamento (Estado) de Salto, o que levou a especulações sobre a presença de ovnis na região. Dois dias depois, Gustavo e o pai encontraram, a nove quilômetros de distância, um artefato metálico jogado no meio do campo. Era parte da estrutura de um foguete Delta II, que fora descartado em órbita depois de lançar rumo a Marte as sondas-robôs Spirit e Opportunity – que ainda hoje vasculham a superfície marciana.

Sem saber do que se tratava, Gustavo e o pai ficaram com medo de se aproximar do objeto, que imaginavam poderia estar liberando alguma radiação. Mesmo assim, levaram o artefato para a sede da estância, colocaram uma cerca elétrica em volta, para evitar a aproximação dos animais, e chamaram o fotógrafo Luiz Alberto Massarino.

As fotos, publicadas no diário El Pueblo, de Salto, atraíram a atenção da força aérea uruguaia, que foi até a fazenda analisar o objeto. A peça, feita de material bastante leve, porém muito forte, tem grafado o número de série ID 85677-1G, e parece ser dos tanques de combustível do foguete.

– Para nós, é interessante descartar que não há nenhum outro objeto pela região – disse o coronel Mariano Rodrigo, relações-públicas da força aérea, informando que esse é o primeiro caso conhecido de queda de lixo espacial em território uruguaio.

Os militares agora pretendem devolver a peça à Nasa por intermédio da embaixada americana, explicou Rodrigo. Mas é possível que, por tratar-se de lixo espacial, a Nasa não esteja interessada na peça. O que seria conveniente para Gustavo, que pensa em ficar com o resto de foguete.

– Eu o encontrei e agora ele é meu – disse Gustavo ao El País.

Data: 27/04/2011 00:00

FONTE: http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/selecao-diaria-de-noticias/midias-nacionais/brasil/zero-hora/2011/04/27/lixo-espacial-desaba-sobre-o-uruguai

Rede Automatizada Multicâmeras

Pessoal,



Há pesquisas aqui mesmo no Brasil que podem interessar diretamente ao ufólogo ou ufologista mais ligado aos métodos científicos contemporâneos. É o caso do projeto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que busca gravar imagens de raios em alta resolução, obtendo uma precisão de análise jamais vistas (literalmente) - algo que tem várias utilidades, incluindo a prevenção a efeitos mortais de tempestades.



Deslocando a utilidade primeira, um sistema de alta resolução de imagens em movimento poderia detectar óvnis com precisão. Quem sabe em uma dessas imagens do Inpe não apareça algum objeto? E quem sabe possamos desbaratar uma série de enganos causados por efeitos óticos tidos como “aparições”?



Abaixo, segue a matéria publicada no boletim Jornal da Ciência On-Line, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.



Abraços!



Iuri



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JC e-mail 4208, de 25 de Fevereiro de 2011.



Inpe grava as primeiras imagens coloridas de raios em alta resolução



Com as imagens obtidas por câmeras de alta velocidade, o impacto dos raios sobre os objetos atingidos no solo pode ser mais bem avaliado.





O Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) gravou - pela primeira vez no Brasil - imagens de raios em alta resolução e coloridas por meio de câmeras de alta velocidade. Este procedimento faz parte do projeto temático Impacto das mudanças climáticas sobre a incidência de descargas atmosféricas no Brasil, liderado por Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).



Com as imagens obtidas por estas câmeras, o impacto dos raios sobre os objetos atingidos no solo pode ser mais bem avaliado. O Elat é pioneiro nesta área e tem contribuído mundialmente para o avanço das pesquisas sobre as características do fenômeno.



"Os estudos estão avançando e novas descobertas sobre as características dos raios, que são diferentes em cada região, contribuirão de forma significativa para a prevenção e proteção", comentou o pesquisador Marcelo Saba, do Elat.



Até então, não haviam sido registradas no País imagens com uma resolução tão alta e, pela primeira vez, foram feitas também imagens a cores. O principal diferencial destas imagens, do ponto de vista científico, é a precisão de detalhes que podem ser observados devido à alta resolução. As câmeras são capazes de registrar até dois mil quadros por segundo com resolução de 1.280 por 720 pixels.



As novas câmeras integram o projeto Rede Automatizada Multicâmeras para o Monitoramento e Estudo de Raios (Rammer), ligado ao projeto temático da Fapesp e conduzido como trabalho de pós-doutoramento do engenheiro eletricista Antonio Carlos Varela Saraiva.



O projeto permitirá que sejam feitas as primeiras gravações de uma tempestade em três ângulos diferentes. Com isto será possível analisar características dos raios que dificilmente poderiam ser observadas devido à interferência de outros fenômenos, como a chuva.



"Com estas imagens será possível observar com mais precisão a diferença entre as tempestades, pois uma tempestade pode ser mais perigosa do que a outra em função da quantidade e dos tipos de raios", afirmou Antônio Saraiva.



Outro diferencial da observação com três câmeras, que trará resultados para o projeto temático da Fapesp, será identificar a totalidade de raios de uma tempestade, o que permitirá uma avaliação da eficiência dos sistemas de detecção de raios e um aperfeiçoamento da Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas (BrasilDat).



"Hoje sabemos que os prejuízos materiais chegam a aproximadamente R$ 1bilhão em todo o País, anualmente, e em um cenário de aumento do número de raios a tendência é que os prejuízos também aumentem, assim como o risco de mortes e ferimentos devido a raios. O diferencial deste estudo com câmeras rápidas e de alta resolução é poder avaliar com detalhes o impacto dos raios sobre os objetos que eles atingem no solo", disse Osmar Pinto Junior.



Com o avanço do projeto e das pesquisas será possível identificar e gerar alertas de tempestades severas com maior precisão, o que deve se tornar cada vez mais importante com o impacto das mudanças climáticas.



As novas câmeras, inicialmente instaladas em São José dos Campos (SP), também serão deslocadas para outras regiões. A partir do último dia 23 começou uma operação para levar as câmeras para observações no Rio de Janeiro. As gravações de imagens com câmeras rápidas serão utilizadas no inédito filme-documentário sobre raios no Brasil, a ser lançado no verão de 2012. O filme Fragmentos de Paixão - Que Raio de História será realizado sob a coordenação do Elat e mostra os raios na trajetória da história do Brasil.

A vida veio do espaço...

Mais uma notícia que saiu no jornal on-line Ciência Hoje. Não fala de discos voadores visitando a Terra, mas fala de algo igualmente fascinante e misterioso: meteoritos trazendo elementos químicos extraterrestres que possibilitaram o surgimento da vida e, assim, do animal humano aqui no planeta, um deles a digitar a vocês essas palavras.



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JC e-mail 4210, de 01 de Março de 2011.





Semente extraterrestre da vida



Um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos descobriu evidência da emissão, por meteorito primitivo, de nitrogênio, elemento químico fundamental encontrado em todos os organismos terrestres.



Sandra Pizzarello, da Universidade do Estado do Arizona, e colegas analisaram um meteorito que contém carbono e foi encontrado na Antártica. O estudo será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.



Para determinar a composição molecular de compostos insolúveis encontrados no meteorito, o grupo coletou amostras que foram tratadas com água em altas temperatura e pressão. A massa dos componentes resultantes foi analisada e os cientistas verificaram que emitia amônia (NH4) - um precursor importante para moléculas biológicas complexas, como aminoácidos e DNA - na água em torno.



Os pesquisadores analisaram os átomos de nitrogênio na amônia e determinaram que os isótopos atômicos não se encaixavam com os encontrados atualmente na Terra, descartando a possibilidade de que a amônia pudesse ter resultado de contaminação durante o experimento.





Estudos têm tentado sem sucesso identificar a origem da amônia responsável por desencadear a formação das primeiras biomoléculas na Terra. A nova pesquisa sugere que meteoritos, que carregam com eles registros da química nos primórdios do Sistema Solar, podem ter semeado a Terra com os precursores moleculares da vida.



O artigo Abundant ammonia in primitive asteroids and the case for a possible exobiology (doi:10.1073/pnas.101496110), de Sandra Pizzarello e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da Pnas em www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.101496110.



(Agência Fapesp)

“Mistérios do Jarau” - Bólido celeste na origem da lenda gauchesca da Salamandra “Teiniaguá”

Rafa e pessoal,



Lendo no fim de semana a edição de março do ano passado (2010) da Revista “Pesquisa Fapesp” – publicação mensal de divulgação científica e tecnológica – me deparo com a reportagem “Mistérios do Jarau”. Sim, Jarau, o mítico cerro na região de Quaraí, fronteira com o Uruguai. É ali que se passa a lenda “A Salmanca do Jarau”, contada por Simões Lopes Neto em seu livro “Lendas do Sul”, de 1913. Fala de um ser, uma enorme salamandra de cabeça de pedra, chamada na linguagem indígena de Teiniaguá (falta se fazer uma ilustração bacana do “bicho”). As salamandras são associadas aos “espíritos de fogo”, entre outras alusões mítico-religiosas.



Ao Rafa, que está estudando histórias e seres mitológicos aqui do Rio Grande do Sul e suas possíveis correlações com a “casuística ufológica”, pode ser bem interessante notar o seguinte:



Geólogos da Unicamp, precedidos já por indicações de pesquisadores da UFRGS, concluíram que o Serro do Jarau é a zona de impacto de um enorme meteoro (estimado entre 600 e 700 metros de diâmetro), que produziu, no centro do choque, o conjunto de elevações circulares (3,5 quilômetros de diâmetro) que tanto intriga a gauchada e quem mais se chega por lá, em pleno pampa. O “bólido celeste”, que impactou uma região de cerca de 13 quilômetros no total, teria “descido do céu” há pelo menos 100 milhões de anos – uma ninharia quando falamos em distâncias cósmicas.



Para quem quiser ler toda a reportagem, ver uma foto do cerro e um mapa das crateras existentes no Brasil – seis no país, num conjunto de apenas 170 no mundo todo –, pode acessar direto:





http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=4086&bd=1&pg=1&lg=



Abraços!



Iuri

Seres do espaço

Pessoal,



Na leva de revistas “Pesquisa Fapesp”, que peguei esses dias, achei outra reportagem que tem tudo a ver com o tema “Ufologia”. O título é instigante: “Seres do espaço”. Claro que a matéria não trata de nenhum homenzinho verde ou loiro prateado ou lesma inteligente ao estilo de HG Wells. A matéria aborda as bactérias com super-resistências, com possibilidades de sobreviver em ambientes dos mais inóspitos e sob as radiações mais mortais aos seres orgânicos. Esse novo campo do saber, como vocês sabem, envolvendo o estudo sobre a vida e suas possibilidades além da Terra, surgido por 1998, é denominado Astrobiologia, e reúne diversos ramos acadêmicos, caso da Química, Física, Biologia, Astronomia e até Antropologia e Filosofia.



O link da matéria: http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=4249&bd=1&pg=1&lg=



Penso que há muitos diálogos a serem estabelecidos entre a Astrobiologia e a Ufologia. Se ufólogos se mantiverem como caçadores de mulas sem-cabeça espaciais e os astrobiólogos empinarem o nariz e virarem a cara para tantos relatos de avistamentos e contatos, nada feito! Mas se a postura for de racionalidade e livre argumentação de todos os lados, acredito que as chances de surgirem trabalhos e ideias conjuntas é muito grande.



Na matéria, fala-se no recentemente criado Labaratório de Astrbiologia, vinculado a Universidade de São Paulo. Conferi o site do “AstroLab” e colei abaixo o histórico que está lá, além do link para quem quiser conferir mais detalhes.



Também achei muito interessante o site do Centro de Astrobiología, do Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial (INTA) da Espanha (http://cab.inta-csic.es). Os caras estão vinculadoa a Nasa, que, por sua vez, também tem um organismo específico dentro da agência, o Astrobiology Institute.



Até!



Iuri



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Laboratório de Astrobiologia do IAG-USP



http://www.astrobiobrasil.org





Histórico



Escrito por Fabio Rodrigues



25 Dezembro 2010



O Laboratório de Astrobiologia, chamado por nós apenas de AstroLab, surgiu da união de pesquisadores de diferentes áreas, interessados na pesquisa e no ensino de Astrobiologia.



O grupo começou a interagir, ainda informalmente, no ano de 2006, com a realização do I Workshop Brasileiro de Astrobiologia, que uniu pesquisadores de diversos Estados brasileiros e com formações bastante diversificadas.



No ano de 2009 o grupo, com pesquisas e colaborações já consolidadas, ganhou um espaço físico, oferecido pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e de Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP). O Local escolhido foi o Observatório Abrahão de Moraes, pertencente ao IAG, e localizado entre as cidades de Valinhos e Vinhedo, nas proximidades de São Paulo e Campinas.



Com projetos de pesquisa já aprovados por agências de fomento à pesquisa, o laboratório começou a se equipar e, em 2010, já possui grande parte da infra-estrutura disponível para pesquisa, mas estamos sempre na procura por aperfeiçoar tanto o espaço físico quanto os equipamentos, possibilitando uma pesquisa científica de qualidade. O trabalho do AstroLab está centrado em três vertentes: microbiologia de ambientes extremos, simulação de ambientes extraterrestres e modelagem teórica.

"...onde nenhum outro ser humano jamais havia chegado"

Pessoal,



Hoje se completam 50 anos do primeiro humano no espaço. O cosmonauta russo Yuri Gagarin chegou onde nenhum outro ser humano jamais havia chegado.



Na reportagem de ZH de hoje, 12/04/2011, é dito:



“Em 12 de abril de 1961, a redonda e apertada cápsula Vostok subiu a 320 quilômetros de altitude com o cosmonauta em seu interior. Depois de 108 minutos, ele estava de volta à Terra. Foi pouco tempo, mas o suficiente para mudar a história da Humanidade.”



Sobre a importância da viagem, fala a médica espacial da PUC-RS, Thais Russomano:



“Gagarin venceu a última fronteira. Essa missão nos legou a certeza de que poderíamos chegar a outros mundos, habitá-los e colonizá-los, e disparou o que seria a maior competição entre potências mundiais, a corrida espacial, que redesenhou as telecomunicações, a ciência aeroespacial e a tecnologia de ponta em várias áreas do conhecimento.”



O jornal preparou uma reportagem animada muito bacana. Para quem quiser dar uma olhada, vai o link:



http://www.clicrbs.com.br/zerohora/swf/especial_50anos_espaco/index.html



Abraços!



Iuri

Ficção?

Pessoal,



Destaco o artigo abaixo em especial pelo seguinte: mais uma vez, um escritor de ficção científica se adianta e define o que o futuro confirmaria. Mais que isso, suas idéias muitas vezes desencadearam o próprio futuro, invenções, hábitos e até cosmovisões. Estou falando de Isaac Asimov, que cunhou, por exemplo – e é o caso do que se refere o texto - o termo robótica no seu famosíssimo “Eu, robô. O ano era 1942.



Ufologistas, ufólogos e outros estudantes e interessados no tema “óvnis” (e correlatos) podem também funcionar como “precursores” para diversas áreas do conhecimento e vivência dos humanos – desde que não nos percamos em devaneios infindáveis e crendices. Podem criar idéias e compreensões que abram caminhos. Formulam possibilidades.



Abraços!



Iuri



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JC e-mail 4238, de 14 de Abril de 2011.



Robôs saem da ficção científica para a realidade



No final da década 70 quando Bill Gates disse "um dia teremos um computador em cada escritório e em cada casa". Muitos não acreditaram nas palavras visionárias daquele adolescente.



Mas o futuro chegou cedo, mostrando que não estamos tão longe de concretizar o que o jovem Gates dizia, já que atualmente, o número de computadores no mundo ultrapassa a escala de 1 bilhão de unidades e deve duplicar até 2014.



A produção de novas tecnologias vem se apresentando tão consistente e promissora que o multimilionário dono da Microsoft, após mais de 30 anos participando dos avanços tecno-científicos, hoje faz uma previsão tão desafiante quanto a que deu no passado, a de que num futuro não muito distante, os robôs serão tão comuns nos lares quanto os computadores.



Se esta previsão é factível ou não, só o tempo nos dirá, mas se depender dos inúmeros grupos de pesquisas que trabalham diariamente para o avanço da robótica, esta aspiração em breve deixará de ser mera ficção. Um bom exemplo deste tipo de iniciativa foi a criação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC), que hoje desempenha papel essencial no desenvolvimento de projetos na área da robótica inteligente e recebe apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).



Situado em São Carlos (SP), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC-USP), o INCT-SEC busca desenvolver tecnologias de ponta para serem adaptadas a fim de criar sistemas robóticos com diversas aplicações. Segundo o coordenador do grupo de trabalho para o desenvolvimento de Robôs Táticos, Fernando Osório, a equipe tem hoje cerca de 100 pesquisadores de diferentes áreas e instituições do País.



"Devido a este perfil interdisciplinar, desenvolvemos pesquisas em robótica nas diferentes frentes como, o uso de robôs para serviços de monitoramento e vigilância, para a exploração de ambientes perigosos, automatização no controle de veículos aéreos e terrestres, entre outras", afirma Osório.



Robótica - O termo robótica foi cunhado pela primeira vez pelo escritor de ficção científica Isaac Asimov, em 1942, em seu livro Eu, robô (I, Robot). Porém, a ideia de um ser artificial, realizando tarefas para o ser humano fascina os pensadores há muito mais tempo. Foi o grande gênio Leonardo da Vinci, o primeiro a projetar um robô humanóide documentado. No projeto vemos um cavaleiro mecânico com corpo de armadura medieval aparentemente capaz de fazer vários movimentos similares aos humanos, como sentar-se, mover os braços, pescoço e maxilar.



Ninguém sabe ao certo se o italiano chegou a construir o robô em sua época, mas como tantos inventos humanos, os robôs hoje começam a sair do reino da ficção para alcançar a realidade. Segundo Osório, nestas últimas décadas a área da robótica avançou muito, principalmente em função dos novos recursos de hardware e software desenvolvidos.



"Em termos de hardware, os computadores e dispositivos embarcados vêm sendo constantemente modernizados, tendo assim maior capacidade de processamento, consumindo menos energia e tendo muito mais autonomia. Além disto, novos dispositivos, mais baratos e poderosos têm surgido no mercado, como por exemplo, sensores infravermelho, laser, bússola eletrônica, GPS, acelerômetros, câmeras de vídeo, e toda uma série de novos dispositivos avançados que vem permitindo a criação de robôs cada vez mais sofisticados", pontua o pesquisador.



(Ascom do MCT)



FONTE: http://www.jornaldaciencia.org.br