Posto aqui cometários pessoais sobre acontecimentos e outras reflexões que ligo à ufologia - pela qual nutro várias simpatias. Com apreensão, observo cada vez mais o interesse e o estudo sobre vida e a inteligência fora da Terra e além da humanidade derivar, dentro dos meios chamados "ufológicos", para as mais tacanhas formas de crendice e superstição, reforçando o obscurantismo, a irracionalidade, o fundamentalismo religioso e a pseudociência.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
"délibáb" ou discos voadores?
Jan Val Ellam e Os Miseráveis
Sobre o fenômeno da Ufologia ou "Eu quero acreditar em ETs"
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Cilindro sobrevoa região de Santa Cruz do Sul (um caso exemplar... de engano)
*Abaixo, mensagens que enviei a amigos por conta de uma “aparição” nos céus da minha cidade, Santa Cruz do Sul, em agosto do ano passado (2010).
1.
Relato
Avistei um OVNI no caminho de casa ontem [12 de agosto de 2010] próximo ao meio dia! Muito estranho... Parecia um foguete cilíndrico ou um avião em baixa altitude. Mas de cara se via que não havia janela alguma naquilo e a propulsão era na parte traseira do "bicho"... Estava pronto para alertar o Neus e relatar a aparição em um tom eufórico. Foi quando me lembrei que havia uma conversa sobre testes com aeronaves não tripuladas no RS. Então, antes de mais nada, "persegui" o objeto e cheguei no aeroporto da cidade [Santa Cruz do Sul – RS], que é próximo a minha casa [Bairro Linha Santa Cruz]. Lá estava instalada uma parafernália da FAB - radares, antenas, geradores, caminhão, container, sinalizações, barracas, dezenas de pessoas com uniformes etc. - uma verdadeira operação de testes técnicos e militares. E então o ovni deixou de ser ovni...
Fiquei pensando que, num vôo noturno[e isso se confirmou, conforme mensagem mais abaixo], haveria ainda mais possibilidade de se pensar que se trata de uma nave estranha, um ovni de fora do planeta, algo do gênero, extraterreno.
Eis aí mais um objeto voador que entrará no nosso cotidiano e pode se tornar um elemento a confundir ufólogos, ufologistas e "ufomaníacos"...
Até!
Obs.: Recentemente, Santa Cruz foi base de uma operação de testes militares, quando foram instalados potentes radares para a varredura do espaço aéreo.
2.
Luzes no céu de Santa Cruz embasbacaram moradores
E ontem à noite, 16 de agosto de 2010, em torno das 20 horas, sons e luzes no céu de Linha Santa Cruz embasbacaram moradores do bairro... Era algo muito bonito de se ver - ainda mais numa abóbada enluarada, onde várias estrelas brilhavam de forma incomum... Além das luzes e do som, se percebia levemente, com ajuda do brilho lunar, a forma cilíndrica daquele veículo a sobrevoar em baixa altitude... Confirmou-se o que eu disse: à noite, a aeronave não tripulada, em teste aqui em Santa Cruz, causaria furor a desavisados aficionados em ufologia! Um perfeito óvni, não fosse um objeto voador identificado, inclusive com nome: Hermes 450, com seus 10 metros de envergadura e 450 kilos.
Novamente, disparei para o aeroporto. A cena lá era ainda mais impressionante: além da parafernália já descrita (20 toneladas de equipamentos), havia ao longo da pista cerca de 100 tochas indicando o percurso para o pouso e decolagem - totalmente controlados por rádio-transmissores. Caminhonetas circulantes com holofotes e luzes coloridas de sinalização completavam um cenário que me remeteu a cenas de Contatos Imediatos, filme do Spielberg.
Fiz algumas fotos e filmagens muito rústicas, com meu celular. A hora que eu baixar, passo a vocês.
Logo abaixo, o release distribuído pela assessoria da Prefeitura de Santa Cruz.
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Aeroporto de Santa Cruz do Sul sedia testes de avião não tripulado
Representantes da AEL - Aeroeletrônica de Porto Alegre e da Elbit System de Israel visitaram na última segunda-feira, dia 09 de agosto a Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul e convidam os representantes do Poder Executivo a participarem do evento que está sendo realizado no Aeroporto de Santa Cruz do Sul do dia 09 a 21 de agosto, trata-se de um treinamento em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB) de aviões não tripulados.
O equipamento em avaliação é o Hermes 450, fabricado pela empresa israelense Elbit Systems. A produção do avião não-tripulado tem a participação de uma subsidiária no Brasil, a empresa Aeroeletrônica, de Porto Alegre. Os veículos cedidos pela AEL também serão estados pela Marinha e pelo Exército, em missões de reconhecimento tático e vigilância de fronteiras.
Segundo a Secretaria de Governo e de Turismo, Esportes e Lazer de Santa Cruz do Sul, Marla Hansen, a Prefeitura estará à disposição para ajudar no trabalho. “Estamos felizes por terem escolhido o nosso Aeroporto para fazer essa simulação, dando ainda mais visibilidade a nossa localização estratégica do município no estado” salienta.
A movimentação no Aeroporto é intensa, e o primeiro vôo do VANTs Hermes 450 ocorreu na manhã de ontem, às 11horas. Segundo o Instrutor de vôo, Geison Hallmann tudo ocorreu bem durante o treinamento. ”Estamos simulando uma guerra, este treinamento já foi feito em Santa Maria, e foi um sucesso”, explica.
Para essa operação, que tem o auxilio da Aeronáutica de Santa Maria, a corporação montou um aparato técnico que recebe os dados emitidos pelo Vant e retransmite a uma base em outro ponto estratégico. O objetivo do teste é verificar as condições para empregar o quipamento de fabricação israelense em missões de reconhecimento da Força Aérea Brasileira e também como plataforma intermediária de comunicação. Como não é controlado por um piloto, o Vant pode realizar ações de maior risco, como vôos em altitudes muito baixas.
A AEL é uma empresa brasileira que há mais de duas décadas dedica-se ao projeto, desenvolvimento, fabricação, manutenção e suporte logístico de produtos eletrônicos, militares e civis, para aplicações em veículos aéreos, marítimos, terrestres, tripulados ou não.
O primeiro Hermes 450, cedido pela Elbit, chegou ao país em 9 de dezembro e começou a ser testado em janeiro, na Base Aérea de Santa Maria, onde fica sediado o Esquadrão de VANT da Aeronáutica. A fase de avaliação das aeronaves deverá se estender até o fim desse ano.
O Hermes 450 é um VANT de alto desempenho multimissão, que opera em qualquer condição climática, sem a necessidade de alocar tropas em áreas de risco. Pode permanecer em vôo totalmente carregado por maisde 15 horas, realizando missões de reconhecimento, vigilância e designação de alvos. Tem 6 metros de comprimento e 10 metros de envergadura (da ponta de uma asa a outra). Voa a 110 km por hora e pode atingir cerca de 5 mil metros de altitude.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Santa Cruz do Sul
3.
Professia
Olá, pessoal!
Sem querer, eu quase "profetizei" o acontecido. Pessoas iriam facilmente relacionar os testes aqui em Santa Cruz da aeronave não tripulada com o avistamento de um ufo.
Confirma-se o alerta constante para evitarmos equívocos na análise e conclusão sobre objetos voadores. De fato, o que eu pude observar, tando no dia, mas especialmente à noite, foi algo impressionante e bacana de se ver - mesmo nada tendo a ver com ETs etc. Por si só, os aspectos tecnológicos, a logística dos testes envolvendo dezenas de pessoas e equipamentos, mais as especulações sobre as possibilidades de uso da aeronave, "só" isso já é suficientes para atiçar a nossa curiosidade e teorizações.
Noutro momento, envio o relato anterior ao feito sobre a noite do avistamento (que está no blog do Neus), quando, voltando do trabalho ao meio dia, fui surpreendido por um estranho objeto cilíndrico, emitindo um som também incomum, pairando muito próximo ao meu carro. Fiquei pasmado, mas a seguir "descobri" que era a uma aeronave não tripulda (outro "caso" de aeronave não tripulada foi o teste no jogo da final da Libertadores, em pleno Beira-Rio lotado - um Quadricóptero, objeto voador circular, bojudo no centro; desavisadamente, poderia também nos pregar uma peça...).
Abraços!
Iuri
4.
Objeto voador estranho sobrevoando o Beira-Rio no jogo de ontem...
Pessoal,
Parece uma "epidemia"! No jornal Zero Hora de ontem, anunciou-se que, no jogo do Internacional à noite - pela Libertadores da América - , no Beira-Rio, previa-se o sobrevôo de outra aeronave não tripulada, desta vez um "quadricópetero".
Segue abaixo a reportagem.
O quadricóptero é um objeto voador de forma circular, composto por quatro hélices em torno de uma cúpula, onde se localizam a bateria de alimentação e mecanismos de controle de voo e equipamentos diversos, como câmeras fotográficas etc. Trata-se de outra "nave" que poderia ser confundida com um óvni...
Até!
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17/08/2010
BM usará aeronave não tripulada no Beira-Rio na final
Avião envia imagens da torcida para um computador portátil no estádio
A Brigada Militar testará amanhã, durante a decisão da Copa Libertadores entre Inter e Chivas, uma nova ferramenta para auxiliar a segurança. Trata-se de um veículo aéreo não tripulado, chamado de quadricóptero, programado por computador e comandado por controle remoto, com câmera que grava imagens e registra fotos aéreas.
Ontem, a aeronave fez um voo de apresentação no campo de futebol da Academia de Polícia Militar. O encontro das unidades do Batalhão de Operações Especiais buscava atualizar técnicas e procedimentos a serem empregados na Copa do Mundo de 2014.
Amanhã, a aeronave sobrevoará por um tempo limitado o Estádio Beira-Rio, enviando imagens para um computador portátil. Poderão ser feitos até três testes: antes do jogo, no intervalo e ao término da partida. O teste avaliará a eficácia do sistema e também se interfere no sinal de transmissão de emissoras de rádio e TV e em celulares.
— Se der certo, queremos adquirir o equipamento e colocar em viaturas para ajudar no policiamento — destacou o coronel João Carlos Trindade, comandante-geral da BM.
O equipamento vem sendo desenvolvido desde setembro de 2009 por especialistas em automação de universidades gaúchas. O quadricóptero é um projeto da empresa Skydrones, integrante do Parque Tecnológico da Unisinos, em São Leopoldo.
Especificações:
1,2kg de peso
40cm de envergadura
Alimentação por ateria elétrica
Autonomia de até 30min de voo
Velocidade de até 80km/h
Até 200m de altitude
FONTE: Zero Hora, 17/08/2010
Serão os ETs de hoje a versão dos monstros do século XVI?

Lobisomens e chupa-cabras...
50 anos do INPE - "a nossa NASA"
terça-feira, 5 de julho de 2011
Mais intrigante que ufos...
A National Geographic de fevereiro passado publicou uma reportagem sobre... as penas das aves. “A evolução da pena, a mais elegante invenção da natureza” é o título.
Impressionante observar a complexidade das penas, suas funções e as hipóteses de seu surgimento e evolução ao longo de bilhões de anos.
As asas de aviões seguem “truques” desse desenvolvimento da pele das aves. As penas são de tal engenhosidade, que nos faz concluir o quão potente é a inteligência que as moldou – afora o mistério do próprio surgimento e desenvolvimento da vida, dos animais, entre eles esse mamífero bípede que consegue registrar seus pensamentos por sinais gráficos numa tela luminosa.
Ouso dizer que uma ave em vôo é algo mais intrigante e fantástico do que qualquer UFO até hoje registrado nos céus do planeta. Sem se deter em entender com mais profundidade o que está à frente de nossa cara, por vezes buscamos o miraculoso e o revelador de maravilhas em supostas luzes estranhas no céu. (Aliás, desdenhamos do profundo poder revelador da ciência contemporânea – como o usado para compreender o vôo das aves – e nos refugiamos em teorias que exigem apenas a credulidade; Carl Sagan, sem deixar de se dedicar a pesquisa sobre seres extraterrestres, denunciou a vida o abandono da metodologia científica, da história e informação científicas atualizadas e de fôlego, por uma coletânea de clichês pseudocientíficos e mistificações baratas, caminho perigoso rumo a indigência mental da massa humana e o domínio do indivíduo por corporações obscurantistas e déspotas carismáticos.)
Abaixo, vou reproduzir os parágrafos iniciais da reportagem, ressaltando em negrito o que achei mais interessante. Recomendo a quem se interessar que leia a reportagem completa no site da revista (ou, melhor ainda, na própria revista, onde há fotos, gráficos e ilustrações bacaníssimas).
Abraços do
Iuri.
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National Geographic
Edição – 131
Fevereiro 2011
A evolução da pena, a mais elegante invenção da natureza
Raros dentre nós têm a oportunidade de ver as grandes maravilhas da natureza. Nunca podemos dar uma espiada no olho de uma lula-colossal, tão grande quanto uma bola de basquete. O mais próximo a que chegamos de uma presa de narval, parecida com a de um unicórnio, é por meio de fotos. Mas há uma maravilha natural acessível a todos, e para presenciá-la basta olhar para o céu.
As aves são de tal modo comuns, até mesmo nos locais mais urbanizados do planeta, que é fácil ficar indiferente. No entanto, elas preservam muito do legado dos dinossauros e são dotadas de uma engenhosa plumagem que lhes permite voar. Para suportar a força das correntes de ar, uma pena de voo tem formato assimétrico, com a borda de ataque fina e rígida e a borda de fuga longa e flexível. A fim de gerar a força de sustentação, a ave só precisa inclinar as asas, ajustando o fluxo de ar tanto embaixo quanto acima delas.
As asas dos aviões aproveitam alguns desses mesmos truques aerodinâmicos. Contudo, uma asa de ave é bem mais complexa do que qualquer coisa feita de placas metálicas e rebites. A partir da raque, o eixo central da asa, projeta-se uma série de barbas mais esguias, cada qual dando origem a bárbulas (filamentos) ainda menores, como ramos de um galho, todas dotadas de minúsculos ganchos. Eles se agarram aos ganchinhos das bárbulas adjacentes, criando uma trama leve e resistente. Quando um pássaro usa o bico para limpar as penas, as barbas se separam com facilidade e logo depois se recompõem.
A origem desse mecanismo admirável é um dos enigmas mais persistentes da evolução. Em 1861, dois anos depois de Darwin ter publicado A Origem das Espécies, os trabalhadores de uma pedreira na Alemanha toparam com fósseis espetaculares de uma ave do tamanho de um corvo, batizada de Archaeopteryx, que viveu há cerca de 150 milhões de anos. Ela tinha penas e outras características de aves vivas mas também resquícios de um passado reptiliano, tais como dentes na boca, garras nas asas e uma cauda óssea comprida. Como os fósseis de baleias com pernas, o Archaeopteryx parecia ser um instantâneo de uma metamorfose evolutiva crucial. "Para mim, é algo notável", confidenciou Darwin a um amigo. (...)