
Os céus de Santa Cruz são profícuos em fenômenos. Dessa vez, especialmente nesta semana, mais precisamente no dia 18/10, uma massa difusa e cinzenta filtrava a luz do sol, estabelecendo um luso-fusco, um nublado muito incomum, não provocado por nuvens de vapor, mas por um outro acontecimento – bem mais extraordinário.
Obviamente, todos já sabem agora, se trava das emanações do vulcão Puyehue, no Chile. As cinzas viajaram milhares de quilômetros e se concentraram durante um período aqui no sul do Brasil, prejudicando o deslocamento de aeronaves – com dezenas de cancelamentos de vôos, inclusive – e até ameaçando a saúde das pessoas pela respiração e contato com a pele dos resíduos desse subproduto da erupção vulcânica.
Um fato realmente incomum. Nunca havia sabido de cinzas de vulcão pairando aqui pela região. Muito menos lembro de ter observado um acontecimento assim. Fiquei contente em presenciálo, em vê-lo com os meus próprios olhos.
O fato faz pensar na própria Terra, suas entranhas e o poder dos fenômenos naturais, o magma, o núcleo profundo do Planeta e suas absurdas temperaturas, as placas tectônicas e, assim, o constante andar do solo sob nossos pés – mesmo que pareça tudo muito firme... Enfim, eis aí, nas cinzas do vulcão, uma oportunidade para ir além dos conhecimentos superficiais. (Nossas especialidades são tantas, que exitem “vulcanólogos”...)
Mais abaixo, parte da notícia publicada no portal Gaz aqui de Santa Cruz. No link, imagens de como estava a cidade.
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Fotos da cidade sob as cinzas do Puyehue:
http://www.gaz.com.br/galerias/1842-cinzas_vulcanicas_em_santa_cruz.html
18/10/2011 - 19h07
Cinzas vulcânicas mudam paisagem de Santa Cruz
Santa Cruz do Sul registrou ao longo desta terça-feira, 18, uma nevoa de cinzas do vulcão chileno Puyehue, em ativadade desde junho. No final da tarde, o sol ficou encoberto pela pluma.
De acordo com a MetSul Meteorologia, a maior concentração de cinzas, que estava no começo da tarde em Porto Alegre, se deslocou de leste para oeste e alcançou o Vale do Rio Pardo. O resultado foi a perda parcial da visibilidade na região. A previsão é que nesta quarta ainda haja ocorrência de cinzas, mas de forma mais dispersa.
As cinzas foram trazidas para o Vale pelo vento leste, que sopra do mar para o continente. A maior concentração está sobre o Oceano Atlântico. A tendência é que a parte mais densa das nuvens continue sobre o mar mais ao norte e chegue em Santa Catarina e Paraná. As cinzas podem atingir também São Paulo e Rio de Janeiro.

