sexta-feira, 29 de abril de 2011

A vida veio do espaço...

Mais uma notícia que saiu no jornal on-line Ciência Hoje. Não fala de discos voadores visitando a Terra, mas fala de algo igualmente fascinante e misterioso: meteoritos trazendo elementos químicos extraterrestres que possibilitaram o surgimento da vida e, assim, do animal humano aqui no planeta, um deles a digitar a vocês essas palavras.



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JC e-mail 4210, de 01 de Março de 2011.





Semente extraterrestre da vida



Um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos descobriu evidência da emissão, por meteorito primitivo, de nitrogênio, elemento químico fundamental encontrado em todos os organismos terrestres.



Sandra Pizzarello, da Universidade do Estado do Arizona, e colegas analisaram um meteorito que contém carbono e foi encontrado na Antártica. O estudo será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.



Para determinar a composição molecular de compostos insolúveis encontrados no meteorito, o grupo coletou amostras que foram tratadas com água em altas temperatura e pressão. A massa dos componentes resultantes foi analisada e os cientistas verificaram que emitia amônia (NH4) - um precursor importante para moléculas biológicas complexas, como aminoácidos e DNA - na água em torno.



Os pesquisadores analisaram os átomos de nitrogênio na amônia e determinaram que os isótopos atômicos não se encaixavam com os encontrados atualmente na Terra, descartando a possibilidade de que a amônia pudesse ter resultado de contaminação durante o experimento.





Estudos têm tentado sem sucesso identificar a origem da amônia responsável por desencadear a formação das primeiras biomoléculas na Terra. A nova pesquisa sugere que meteoritos, que carregam com eles registros da química nos primórdios do Sistema Solar, podem ter semeado a Terra com os precursores moleculares da vida.



O artigo Abundant ammonia in primitive asteroids and the case for a possible exobiology (doi:10.1073/pnas.101496110), de Sandra Pizzarello e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da Pnas em www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.101496110.



(Agência Fapesp)

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