sexta-feira, 29 de abril de 2011

Ficção?

Pessoal,



Destaco o artigo abaixo em especial pelo seguinte: mais uma vez, um escritor de ficção científica se adianta e define o que o futuro confirmaria. Mais que isso, suas idéias muitas vezes desencadearam o próprio futuro, invenções, hábitos e até cosmovisões. Estou falando de Isaac Asimov, que cunhou, por exemplo – e é o caso do que se refere o texto - o termo robótica no seu famosíssimo “Eu, robô. O ano era 1942.



Ufologistas, ufólogos e outros estudantes e interessados no tema “óvnis” (e correlatos) podem também funcionar como “precursores” para diversas áreas do conhecimento e vivência dos humanos – desde que não nos percamos em devaneios infindáveis e crendices. Podem criar idéias e compreensões que abram caminhos. Formulam possibilidades.



Abraços!



Iuri



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JC e-mail 4238, de 14 de Abril de 2011.



Robôs saem da ficção científica para a realidade



No final da década 70 quando Bill Gates disse "um dia teremos um computador em cada escritório e em cada casa". Muitos não acreditaram nas palavras visionárias daquele adolescente.



Mas o futuro chegou cedo, mostrando que não estamos tão longe de concretizar o que o jovem Gates dizia, já que atualmente, o número de computadores no mundo ultrapassa a escala de 1 bilhão de unidades e deve duplicar até 2014.



A produção de novas tecnologias vem se apresentando tão consistente e promissora que o multimilionário dono da Microsoft, após mais de 30 anos participando dos avanços tecno-científicos, hoje faz uma previsão tão desafiante quanto a que deu no passado, a de que num futuro não muito distante, os robôs serão tão comuns nos lares quanto os computadores.



Se esta previsão é factível ou não, só o tempo nos dirá, mas se depender dos inúmeros grupos de pesquisas que trabalham diariamente para o avanço da robótica, esta aspiração em breve deixará de ser mera ficção. Um bom exemplo deste tipo de iniciativa foi a criação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC), que hoje desempenha papel essencial no desenvolvimento de projetos na área da robótica inteligente e recebe apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).



Situado em São Carlos (SP), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC-USP), o INCT-SEC busca desenvolver tecnologias de ponta para serem adaptadas a fim de criar sistemas robóticos com diversas aplicações. Segundo o coordenador do grupo de trabalho para o desenvolvimento de Robôs Táticos, Fernando Osório, a equipe tem hoje cerca de 100 pesquisadores de diferentes áreas e instituições do País.



"Devido a este perfil interdisciplinar, desenvolvemos pesquisas em robótica nas diferentes frentes como, o uso de robôs para serviços de monitoramento e vigilância, para a exploração de ambientes perigosos, automatização no controle de veículos aéreos e terrestres, entre outras", afirma Osório.



Robótica - O termo robótica foi cunhado pela primeira vez pelo escritor de ficção científica Isaac Asimov, em 1942, em seu livro Eu, robô (I, Robot). Porém, a ideia de um ser artificial, realizando tarefas para o ser humano fascina os pensadores há muito mais tempo. Foi o grande gênio Leonardo da Vinci, o primeiro a projetar um robô humanóide documentado. No projeto vemos um cavaleiro mecânico com corpo de armadura medieval aparentemente capaz de fazer vários movimentos similares aos humanos, como sentar-se, mover os braços, pescoço e maxilar.



Ninguém sabe ao certo se o italiano chegou a construir o robô em sua época, mas como tantos inventos humanos, os robôs hoje começam a sair do reino da ficção para alcançar a realidade. Segundo Osório, nestas últimas décadas a área da robótica avançou muito, principalmente em função dos novos recursos de hardware e software desenvolvidos.



"Em termos de hardware, os computadores e dispositivos embarcados vêm sendo constantemente modernizados, tendo assim maior capacidade de processamento, consumindo menos energia e tendo muito mais autonomia. Além disto, novos dispositivos, mais baratos e poderosos têm surgido no mercado, como por exemplo, sensores infravermelho, laser, bússola eletrônica, GPS, acelerômetros, câmeras de vídeo, e toda uma série de novos dispositivos avançados que vem permitindo a criação de robôs cada vez mais sofisticados", pontua o pesquisador.



(Ascom do MCT)



FONTE: http://www.jornaldaciencia.org.br

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