sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Uma viajante espacial alerta aos humanos: A Terra corre sério perigo...


Uma notícia bacana: a Fundação Roberto Marinho, em parceria com a instituição francesa Universcience (http://www.universcience.fr/fr/accueil/), que é comandada pela astronauta Claudie Haigneré, está montando o Museu do Amanhã no Rio de Janeiro, previsto para funcionar em 2014.

A idéia é estruturar um grande centro (em anexo, foto de parte do projeto), com exposições interativas e outras atividades que provoquem a reflexão e engajamento das pessoas nos problemas radicais da nossa civilização. Uma equipe multiprofissional está empenhada no planejamento do “Museu”, entre neurocientistas, urbanistas, sociólogos, astrofísicos etc. Temas como o clima do planeta, a longevidade do ser humano e as novas formas de trabalho serão abordados.

Em 2001, Claudie esteve na Estação Espacial Internacional (ISS). A experiência foi impactante. Na reportagem, que segue no final, a astronauta francesa diz o seguinte:

– Vi a Terra à distância. Vi um planeta frágil, com recursos limitados. E os únicos responsáveis pela perenidade deste planeta são os seres humanos. Temos uma mensagem: sejamos responsáveis, preocupados e vamos agir por este planeta.

Não precisamos de capitães de frotas estelares de outras dimensões ou galáxias para nos “alertar” sobre a fragilidade da vida na Terra. Podemos ter o testemunho de uma terráquea, que viajou em uma nave espacial de tecnologia totalmente desenvolvida por humanos. E então cair na realidade: o futuro do mundo depende do esforço de todos nós, habitantes de Gaia, no aqui e agora.

Abraços!

Iuri

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JC e-mail 4311, de 29 de Julho de 2011.

Museu do Amanhã com sotaque francês

Fundação Roberto Marinho assina convênio para fazer parceria com instituição de Paris.

Primeira astronauta europeia a visitar, em 2001, a Estação Espacial Internacional, a francesa Claudie Haigneré conta que, lá do alto do espaço, viu como a Terra é fragil. Seu sonho? Ver surgir uma nova geração engajada na defesa do planeta e da ciência. No comando da Universcience - instituição que reúne os dois maiores museus de ciência de Paris -, a astronauta deu ontem um passo na direção do Brasil: assinou com a Fundação Roberto Marinho uma parceria para ajudar a desenvolver o espaço que tem a ambição de fazer as pessoas pensarem o futuro: o Museu do Amanhã, previsto para ser inaugurado na Praça Mauá, em 2014.

- Vi a Terra à distância. Vi um planeta frágil, com recursos limitados. E os únicos responsáveis pela perenidade deste planeta são os seres humanos. Temos uma mensagem: sejamos responsáveis, preocupados e vamos agir por este planeta - disse a astronauta.

Ao firmarem o acordo, ontem, na Cidade das Ciências e da Indústria, em Paris, o presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho, e Haigneré tinham o mesmo discurso: numa época marcada pela aceleração das inovações tecnológicas, é preciso colocar o cidadão para participar desta mudança.

José Roberto Marinho defendeu um "museu engajado" e foi mais longe.

- A única solução para o futuro é que as pessoas aprendam a ver a causa e a consequência do que fazem. Hoje temos uma educação totalmente desconectada do que acontece na realidade. Temos que repensar a educação e fazer com que ela seja mais baseada na prática do dia a dia, com poder de decisão para que os governantes não trabalhem sozinhos.

O projeto, segundo ele, é revolucionário: entre 40 e 50 cientistas, arquitetos, neurocientistas, urbanistas e outros profissionais estão refletindo sobre temas do Museu do Amanhã, que vão incluir desde questões climáticas e longevidade do ser humano às novas formas de emprego.

O Museu do Amanhã terá um espaço de exposições temporárias. A Fundação Roberto Marinho está interessada em trazer do museu parisiense a mostra chamada "Habitat" - uma discussão sobre a habitação do futuro. José Roberto Marinho, por outro lado, sonha em levar uma mostra brasileira para os museus de ciência de Paris:

- Vamos trazer uma certa experiência tropical. Por exemplo, toda a parte de energia sustentável, energias vegetais e novas formas de habitação.

(O Globo)

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