
Fenômenos fantásticos nos cercam. Literalmente. É o caso do magnetismo da Terra. E tal espanto não é só por sua grandiosidade e origem e funcionamento ainda cheio de mistérios... Já se sabe que tais campos, produto, entre outros, do movimento de quantidades fabulosas de ferro líquido circulando nas partes centrais do nosso planeta, nos protegem de partículas eletricamente carregadas e são indispensáveis na manutenção da vida aqui nesta esfera azul. Assim, tão imprescindíveis quanto a luz solar, a água, os alimentos, o ar... é o magnetismo do Planeta – algo que pouco consideramos/conhecemos e que demonstra a existência de incrível interação de inúmeros fatores que possibilitam a existência humana na crosta terrestre.
O magnetismo, a eletricidade, o eletromagnetismo foram revelações dadas por longo, amplo e metódico trabalho de um sequência de muitos homens e mulheres cientistas. Tais revelações levaram ao desenvolvimento de coisas hoje muito prosaicas, como o rádio, a TV, o celular etc. Além, é claro, da bússola! Esse conhecimento também tem levado a uma compreensão sobre o “funcionamento” do cosmos – para além das cosmogonias religiosas, místicas e pseudocientíficas que, não raro, são propaladoras de obscurantismos, que fecham a mente ao invés de levar-nos sempre a novos horizontes.
Abaixo, segue a reportagem e o link para a matéria do site Inovação Tecnológica sobre a missão que vai aprofundar o mapeamento do campo magnético da Terra. Em anexo, uma ilustração bem bacana dos satélites que fazem parte da investigação e que serão lançados em julho próximo.
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Missão Swarm vai mapear campo magnético da Terra
Redação do Site Inovação Tecnológica - 18/02/2012
Escudo magnético da Terra
A missão Swarm (enxame, ou cardume) é uma constelação de satélites de observação da Terra destinados a medir os sinais magnéticos do núcleo, manto, crosta, oceanos, ionosfera e magnetosfera do nosso planeta.
Eles vão fornecer dados que permitirão aos cientistas estudar as complexidades do campo magnético que nos protege.
Essa blindagem magnética protege o planeta das partículas carregadas que vêm com o vento solar.
Sem essa proteção natural, a vida na Terra seria impossível.
Esse escudo é gerado principalmente nas profundezas da Terra, por um verdadeiro oceano de ferro fundido que serpenteia pelo núcleo externo líquido.
Exploradores da Terra
Como o campo magnético terrestre é criado, e como ele se altera ao longo do tempo, é algo complexo e ainda não completamente compreendido.
Esta força está em constante mudança - no momento, ela mostra sinais de um enfraquecimento significativo.
Com uma nova geração de sensores, a constelação Swarm pretende lançar novos conhecimentos sobre estes processos naturais, além de coletar novas informações sobre o clima espacial.
Esta será a quarta missão da série Exploradores da Terra, da agência espacial europeia - as outras são GOCE, que mapeou a gravidade da Terra, o SMOS, mais conhecido como satélite da água, e o CryoSat, o satélite do gelo.
Satélites em formação
Os três satélites da constelação Swarm vão voar em formação, comunicando-se para manter suas distâncias de forma precisa.
Dois satélites vão orbitar muito próximos entre si, na mesma altitude - inicialmente a cerca de 460 km -, enquanto o terceiro estará em uma órbita mais alta, de 530 km.
As diferentes órbitas quase-polares, juntamente com os vários instrumentos a bordo, melhoram a qualidade dos dados coletados, tanto no espaço, quanto no tempo.
Isto vai ajudar a distinguir entre os efeitos de diferentes fontes do magnetismo
FONTE: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=satelites-mapear-campo-magnetico-terra&id=010130120218&ebol=sim
***Me escreveu um amigo:
"Muito interessante. Apesar de um tanto mística, me veio uma questão: será q esta redução do magnetismo em pleno 2012 teria algo a ver com estas mudanças planetárias profetizadas pelos maias? Recém esta semana houve um acidente de trem na Argentina, e ultimamente é notório o acontecimento de desastres naturais - muitos deles creditados às ocupações irregulares feitas por nós, outros em função das alterações climáticas decorrentes da poluição e aquecimento global... Enfim, há indícios para ambos os lados... Não creio em fim do mundo, mas em mudanças graduais, talvez."
E eu escrevi a título de resposta: "O fim do mundo vai acontecer, é certo. Mas daqui uns bilhões de anos, quando o sol entrar em crise dramática, alterando todo o ecossistema da Terra e todo o sistema planetário. Ou todos vamos nos escafeder é com a colisão de um asteroide de grandes proporções, como parece já ter acontecido em eras.
Acidentes como o do trem em Buenos Aires podem ter explicações bem mais prosaicas. Primeiro, o aumento populacional faz com que se tenha uma maior circulação de pessoas por diversos meios de transporte. Mais meios de transporte, mais chances de ocorrerem acidentes. Com o baixo investimento na qualificação, ampliação e manutenção do sistema ferroviário argentino (e etc.), daqui um pouco acontece uma merda dessas proporções. Aqui, por outras das várias excrescências da legislação, que permite superlotação de ônibus, permite gente em pé e sem cinto de segurança – além de veículos em petição de miséria, com dizia minha vó – não raro acontece uma “tragédia” – nada a ver com os maias e o seu calendário cheio de interpretações as mais bizarras, na ânsia de que se tenha alguma base (base?) para se declarar um fim de mundo iminente.
Hoje de novo, descendo o acesso Grasel [Santa Cruz do Sul - RS], vejo que o descuido absurdo com a sinalização de obras (retirada de grande trechos de asfalto) numa rodovia municipal de alta circulação (e grande declives e curvas fechada) pode levar facilmente a um acidente sério. Os índios centro-americanos do século XV e seu calendário não podem ser uma alegação para, em caso de um desastre automobilístico com mortes, a notória e já clássica incompetência da Prefeitura local, que não cobra o serviço correto da empresa contratada, que é paga com grana pública para fazer uma porcaria (com o perdão dos suínos, mais uma vez). Creditemos isso tudo a nossa cretinice cotidiana e não ao Nostradamus, a Maomé, a Virgem Maria, ao Nenéu.
Abraço, meu velho!!!
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