
No site Ciência Hoje On-line saiu um artigo sobre os paracientistas (Os paracientistas, publicada em 23/02/2012 ), que seriam pessoas muito habilidososa, não formadas academicamente em alguma ciência, mas que prestam grande auxílio para o desenvolvimento do conhecimento científico. Um exemplo seria os jogadores eletrônicos, os “gamers”, que, por sua “fissura” e destreza, podem, aproveitando tal “talento”, localizar, por exemplo, padrões muito importantes em estudo de diversas áreas, caso da biologia molecular, auxiliando até mesmo na busca de tratamentos mais eficientes ao câncer.
Mas o que mais me chamou a atenção no texto sobre os paracientistas – de autoria de Franklin Rumjanek – foi o seguinte trecho:
“A associação entre segurança nacional e ciência também pode parecer insólita, mas houve um caso em que, mesmo sem intenção, militares norte-americanos fizeram descobertas importantes em astronomia, embora estas tenham permanecido ocultas por décadas.
“Em 1967, operadores de um radar de vigilância no Alasca, instalado para detectar ogivas nucleares inimigas, localizaram estrelas que emitem sinais de radiopulsantes (chamadas de pulsares), bem antes de estudos realizados por civis. Esses registros, segundo artigo publicado na revista científica Nature (v. 477, p. 388), ficaram sob sigilo até 2007. Não surpreenderia que, sob a égide da segurança, exista um acervo científico incalculável ainda a ser divulgado.”
Notem a última frase:
“Não surpreenderia que, sob a égide da segurança [militar nacional], exista um acervo científico incalculável ainda a ser divulgado.”
Tal conclusão do autor, Franklin Rumjanek, do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, me levou direto as alegações e reivindicações de ufólogos pela a abertura de arquivos militares sobre fenômenos aéreos anômalos e congêneres, como o faz o pessoal ligado a Revista Ufo brasileira.
Sem considerar a possibilidade de que existam arquivos com informações que podem respaldar mais concretamente relatos de Ovnis, independente disso, os ufólogos de fato podem atuar como paracientistas, auxiliando na construção de hipóteses consistentes sobre a vida extraterrestre, as possibilidades de contatos, tipologias de “seres” etc. Sinceramente – é a minha opinião dura –, isso seria uma forma de recolocar (ou reposicionar) positivamente a ufologia, hoje (ou desde sempre!) muito vinculada a ideias e posturas religiosas, místicas, “esotéricas”, sem credibilidade além de círculos de “crentes da nova era” e gente demasiado suscetível a histórias com a da Mula-sem-cabeça...
Para quem quer ler toda a matéria supracitada, segue o link:
http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/289/os-paracientistas/view
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