segunda-feira, 4 de março de 2013

Ameaças do espaço...


Até um tempo atrás, meteoros, satélites avariados ou outros objetos - natuarais ou artificiais - vindos do espaço sideral, atingindo fatalmente a Terra, eram algo considerado como “ficção científica” – uma enorme improbabilidade no “mundo real”.

Mas o acontecido na Rússia dias atrás está colocando nossas barbas de molho... Não, não é só em pocket books e blockboosters (além do bíblico Livro do Apocalipse) que “tragédias vindas do espaço” acontecem.

A própria teoria do meteoro (ou asteroide em rota de colisão) caído na terra há bilhões de anos, que acabou implicando em mudanças climáticas radicais, inviabilizando a continuidade da vida de diversas espécies (caso dos dinossauros), inaugurando um outro cenário da vida no Planeta, ganhou relevância e uma consideração mais séria.

Até mesmo a ONU evidenciou a preocupação. Além de tempestades, furacões, erupção de vulcões, terremotos, enchentes, secas, há outros fenômenos naturais igualmente ameaçadores. E no caso dos meteoros, a situação envolve, necessariamente, o globo terrestre como um todo.

Talvez seja a possibilidade de desgraça que mais uma a humanidade, já que qualquer ponto do planeta pode ser atingido. Ninguém, nenhum lugar está imune.

Também é um tipo de catástrofe que depende imensamente da tecnologia e da ciência para ser detectada e, talvez, evitada – ou ao menos minimizada, retirando-se a população, fragmentando o corpo celeste ainda em voo ou outros tipos de ações que exigem, em primeiro lugar, um grande sistema de vigilância espacial.

A falha na detecção do meteoro russo é um indicativo que existem falhas, furos, ou melhor, rombos. Será preciso aperfeiçoar e coordenar ações. Daí a proposta da ONU. Segue abaixo a notícia com mais detalhes.

*Na foto acima (divulgada pela Nasa), o asteroide Vesta. Abaixo, um post com mais informações interessantes sobre esse corpo celeste e as pesquisas em curso.

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JC e-mail 4670, de 22 de Fevereiro de 2013.


ONU diz que ameaça de meteoros exige coordenação mundial 

A Equipe de Ação recomendou a criação de uma Rede Internacional de Alerta de Asteroide, que reunirá cientistas do mundo inteiro

A ONU afirmou que a ameaça de meteoros que podem atingir a Terra exige uma coordenação internacional para enfrentar o problema. A conclusão é da equipe de ação sobre objetos espaciais do Escritório para Assuntos Espaciais da ONU, Unoosa.

Projeto - Segundo o chefe do grupo, também conhecido como Equipe de Ação 14, Sergio Camacho, se este mecanismo de coordenação estivesse em funcionamento a população não teria sido pega de surpresa no caso do meteoro na Rússia.

Na sexta-feira passada, um asteroide atingiu a região de Chelyabinsk, causando danos e ferindo muitas pessoas.

Sistema - A Equipe de Ação recomendou a criação de uma Rede Internacional de Alerta de Asteroide, que reunirá cientistas do mundo inteiro. A meta é descobrir e acompanhar a trajetória de objetos espaciais que possam atingir o planeta.

Com base nesses dados, os analistas terão condições de alertar a população sobre os possíveis impactos.

Ameaça - No mesmo dia em que um meteoro atingiu a Rússia, um outro asteroide passou perto da Terra e chamou a atenção dos cientistas.

O asteroide, do tamanho de um prédio, chegou a 27 mil km do planeta. A distância pode parecer grande para a população comum mas para os especialistas virou motivo de alerta porque ele atravessou a órbita onde estão vários satélites de comunicação.

Desde 1995, o Escritório da ONU tem demonstrado preocupação com o assunto, dada a devastação potencial que um objeto dessa magnitude pode causar ao se chocar contra a Terra e, também, dos recursos necessários para evitar essa colisão.

(Rádio ONU)

FONTE: http://www.jornaldaciencia.org.br


***Sobre o asteroide Vesta:

O asteróide gigante Vesta, que possui 520km de diâmetro e é o terceiro maior do Sistema Solar, passará a 188 milhões de quilômetros da Terra em 16 de julho próximo e será acompanhado pela sonda Dawn. Lançada em setembro de 2007 a Dawn tem por finalidade revelar os segredos ocultos de nosso Sistema Solar e deverá percorrer mais de 5 bilhões de quilômetros até o fim de sua solitária jornada que estudará em primeiro plano o asteróide Vesta e o planeta-anão Ceres, onde chegará em 2015.

Segundo astrônomos e cientistas o objeto não representa risco para a Terra porque passará muito longe de nós. Ainda assim, não se tem leituras totalmente corretas sobre o comportamento do corpo celeste próximo a grandes campos gravitacionais como o da Terra.

No caso remoto de uma colisão, o Vesta seria visto e ouvido com clareza cerca de 1 hora antes do impacto. Sua explosão ao atingir o planeta seria equivalente a mais de 100 milhões de bombas atômicas (o meteoro que exterminou os dinossauros tinha 100km de diâmetro e força de 20 milhões de bombas atômicas).

Postado por Diego Cryptkeeper


FONTE do post: http://21dedezembro2012.blogspot.com.br

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