Dias atrás mencionei o feito do projeto Stratos, com um
salto de paraquedas de altitude estratosférica (mais de 39 mil metros),
quebrando um recorde e, mais uma vez, desafiando limites físicos dos humanos
através de muita preparação e tecnologia.
(Aproveito para dar a dica deste e outros vídeos: “O ponto de vista de Felix
durante o Salto - Red Bull Stratos”, em http://www.redbull.com.br/cs/Satellite/pt_BR/Video/O-ponto-de-vista-de-Felix-durante-o-Salto-Red-021243271142460)
Pois agora segue abaixo o link para aa reportagem onde o recorde se dá de
maneira "inversa", quer dizer, um humano chega ao mais profundo
abismo do planeta (quase 11 mil metros), no oceano, e não nos céus (não sei
porquê se usa “céu” no plural...).
Como disse James Cameron, o piloto da cápsula submarina,
“fui a outro planeta". Claro que o também cineasta (Avatar e Titanic) está
se referindo ao tipo de ambiente e vida que existem em mais este lugar extremo
da Terra – e não em Marte ou alguma lua ou planeta em Alpha Centauri.
Temos companhias insuspeitadas aqui mesmo nesta bola
flutuante nos confins do universo, vivendo sem luz alguma, sob pressões
absurdas em fossas oceânicas. E queremos saber se há vida para além deste
pontinho cósmico onde habitamos. OK. Mas, muitos de nós, mal sabemos o que de
fato existe aqui na nossa “casa”. Não só não sabemos, como não valorizamos.
Corremos atrás de fadas, anjos, espíritos, mulas-sem-cabeça e ETs. Queremos nos
maravilhar, ora! Queremos que haja "algo além". Mas o fato é que
estamos muito aquém do potencial que realmente temos aqui, concretamente:
descobrir e compreender os seres e as coisas que nos rodeiam, usando
ferramentas como a biologia, a física, química, matemática, engenharias; a
psicologia evolutiva, a sociobiologia, a filosofia acadêmica, a antropologia
cultural etc.
Ou seja, a “magia da
existência” pode se revelar por fórmulas acessíveis, sem depender de
clarividência e outros esoterismos;
basta uma dedicação, um esforço sério a estudos e a habilidades reais e
atingíveis por nossos cérebros, por nossos cinco sentidos – ferramenta que a
evolução das espécies nos dotou após milhões de anos.
***Link
para a reportagem completa (com fotos e vídeos): http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cameron-vai-ao-ponto-mais-profundo-do-oceano-e-volta-em-seguranca

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